O presidente da Câmara de Ibiporã, Rafael Eik Ferreira (PSD), reacendeu a discussão sobre a qualidade do transporte coletivo local. Ele defende que o município realize um levantamento técnico independente para mapear a real demanda da cidade. Ao levantar o assunto o vereador questionou a necessidade de "parâmetros mais claros"...
Para que uma licitação ou contrato funcione, a prefeitura precisa de dados exatos. Hoje, a falta de informações técnicas dificulta a cobrança por melhorias. Entende-se que parâmetros claros incluem:
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- Planilha de custos transparente e atualizada.
- Índice de passageiros por quilômetro (IPK) auditado.
- Frota mínima com idade média definida.
- Critérios de pontualidade e penalidades automáticas.
- Acessibilidade real em 100% dos veículos.
O que seria uma "prestação de serviço adequada"?
A pergunta que fica para a gestão pública e para as empresas é: o serviço atual atende ao cidadão ou apenas sobrevive? Uma prestação adequada deveria garantir:
- Conforto: Fim da superlotação em horários de pico.
- Frequência: Horários que respeitem a rotina do trabalhador e do estudante.
- Integração: Facilidade de deslocamento entre bairros e a região metropolitana.
- Tecnologia: Aplicativos com localização dos ônibus em tempo real.
Uma nova empresa estaria interessada?
Embora não existam nomes confirmados, a realização de um estudo técnico independente é o primeiro passo para atrair novos players. Empresas de grande porte costumam evitar licitações baseadas em dados frágeis ou "viciados". Um edital com parâmetros claros aumenta a segurança jurídica e pode atrair concorrentes de fora da região, quebrando possíveis monopólios.
O que se percebe, é que a mobilidade urbana de Ibiporã entrou em rota de colisão com a realidade dos usuários. Ao cobrar um estudo técnico independente, o presidente da Casa de Leis, Rafael Eik Ferreira, toca na ferida de um problema que não é apenas local, mas regional.
A redução de horários e a precarização das linhas sugerem um sistema em fadiga. Sem saber exatamente quantos passageiros circulam e quais os trajetos mais deficitários, a administração pública fica "de mãos atadas" diante das concessionárias. O questionamento que surge nos bastidores da política é se o atual modelo de concessão ainda se sustenta ou se Ibiporã caminha para uma ruptura necessária.
A articulação com o Governo do Estado e municípios vizinhos é urgente, sob o risco de a cidade ficar isolada em um sistema metropolitano que não conversa entre si. A "surpresa" mencionada por observadores pode ser, finalmente, o fim do amadorismo na gestão das linhas urbanas.
Você leitor e cidadão acredita que o transporte metropolitano entre Ibiporã e Londrina deveria ter uma gestão única para facilitar a integração?
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FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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