As rotatórias são dispositivos de controle de tráfego presentes em vários cruzamentos com o objetivo de organizar melhor o trânsito e de reduzir o número de acidentes. A forma como a estrutura é chamada pode variar conforme a região, ganhando nomes como redondo, balão, rótula ou giradouro. No caso de Ibiporã, são tantas que se perde a conta. A cidade pelo seu porte em relação as demais do estado já ganhou o apelido de "Rotaporã".
Para Miro Despachante, cujo escritório fica em frente a principal rotatória da cidade, na divisa das avenidas Paraná e Santos Dumont, e já viu inúmeras barbeiragens no local, para utilizar a rotatória de modo correto os motoristas devem seguir duas regras: O motorista que já está na rotatória tem a preferência; Quem entrou primeiro na rotatória tem a prioridade. "Você observa, se você está chegando, se já tem uma pessoa, você dá a preferência", explica o ex-vereador e pré candidato.
É considerada rotatória todo cruzamento circular que tenha pelo menos três vias convergentes para o centro em torno do qual os veículos seguem um único sentido de circulação. Especialista indicam que rotatórias ajudam a reduzir número de acidentes e nossa reportagem fez um levantamento identificando a quantidade de rotatórias nas maiores cidades do interior do Paraná. Das oito cidades analisadas, Londrina, com cerca de 500 mil habitantes concentra o maior número de rotatórias, com 94. Foz do Iguaçu, no oeste, tem apenas seis. Foz do Iguaçu: 6 Paranavaí: 23 Ponta Grossa: 25 Cianorte: 27 Cascavel: 31 Maringá: 60 Guarapuava: 88. Em Curitiba, nem o secretário municipal de trânsito soube informar quantas rotatórias há na capital. Mas deve ser menos que Ibiporã.
Miro Despachante vê pontos positivos a favor da instalação das rotatórias. Segundo ele, um deles é justamente a redução do número de acidentes em cruzamentos perigosos. "Quando há sinistro em rotatórias, observamos que provocam poucos danos, então não tem vítimas. Em Londrina é comum colisões violentas e até com vítimas fatais em alguns cruzamentos inclusive da região central", observa. Quando é implantado uma rotatória nestes pontos, o risco diminui então", observa.

"As rotatórias são implantadas geralmente em locais de grande fluxo de veículos nos dois sentidos onde não há semáforos e que ofereçam risco. É feito estudo do local antes de ser implantado uma rotatória. Isto não significa que em alguns locais mereçam receber um semáforo porém, entre o custo benefício as rotatórias dão menos manutenção", afirma.
Conforme estudos e dados de seguradoras as rotatórias conseguem reduzir o número de acidentes em cerca de 80%. "As pessoas solicitam muito o semáforo, mas os locais que mais ocorrem sinistros com gravidade ou óbito são os semáforos, porque as pessoas aproveitam aquele [sinal] amarelo que está fechando, aquele vermelho que vai abrir. Então, é onde ocorrem sinistros, e nas rotatórias não, o trânsito anda", defende Miro. Ibiporã e Guarapuava são proporcionalmente ao número de habitantes as cidade com mais rotatórias no Paraná. Salve, Salve Rotaporã.

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