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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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O Silêncio que Trava a Cidade: A Urgência de Respeito ao Legislativo em Ibiporã

A situação na Câmara Municipal de Ibiporã atingiu um ponto crítico de saturação política e administrativa.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
O Silêncio que Trava a Cidade: A Urgência de Respeito ao Legislativo em Ibiporã
📸Assessoria/CMI
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    Quando três parlamentares — Hugo Furrier (MDB), Rafael da Farmácia (PSD) e, agora, o Professor Mohamed (PL) — levantam vozes em uníssono contra a morosidade do Executivo, o que se vê não é um caso isolado, mas um sintoma de desrespeito institucional.
 
   A função de um vereador vai muito além de ocupar uma cadeira nas sessões ordinárias; ele é o para-choque da comunidade, o primeiro a ouvir a queixa sobre o buraco na rua, a falta de medicamentos ou a precariedade de uma escola.
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   Quando o prefeito José Maria Ferreira (PSD) ignora as indicações e requerimentos do Legislativo, ele não está apenas ignorando um político, mas silenciando a voz da própria população que ali depositou suas demandas.
 
     A recente manifestação do Professor Mohamed, somada às queixas de Hugo Furrier e Rafael da Farmácia, revela um cenário preocupante de "engessamento" democrático. A morosidade nas respostas e o descumprimento dos trâmites da Lei Orgânica e do Regimento Interno não são apenas falhas burocráticas; são afrontas diretas ao equilíbrio entre os poderes.
 
   Toda esta inércia tem um custo. Indicações legislativas não são meras sugestões casuais; são documentos protocolares que apontam necessidades reais. Quando o Executivo retém respostas ou deixa de dar encaminhamento prático às demandas, aumenta o descrédito público e o cidadão sente que o sistema "não funciona".
 
   Esta situação agrava os problemas. Uma manutenção simples, se ignorada por meses, torna-se uma obra emergencial e mais cara ferindo a Lei. O descumprimento de prazos regimentais pode configurar, em última instância, omissão administrativa. Falta celeridade e transparência.
 
   Ibiporã não pode ser gerida sob a lógica do "quando der". A administração pública exige dinamismo. É imperativo que a prefeitura modernize seu fluxo de comunicação com a Câmara, tratando cada questionamento como uma prioridade de gestão e não como um incômodo político.
 
   A harmonia entre os poderes, prevista na Constituição, depende de reciprocidade. O Legislativo fiscaliza e aponta; o Executivo executa e responde. Se essa engrenagem trava, a cidade para. É hora de o Executivo deixar a postura defensiva e adotar uma postura resolutiva, honrando o compromisso de servir ao povo com a eficiência que a lei exige e a sociedade merece.
 
Ponto de Reflexão: A eficiência de um governo não é medida pelo que ele promete no papel, mas pela rapidez com que resolve os problemas apontados por quem vive o dia a dia da cidade.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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