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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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O Perigo da Convivência Digital nas "rodinhas" de WhatsApp

Aprenda a identificar os principais "Sinais de Alerta" para Abandonar os Grupos que não somam para sociedade

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
O Perigo da Convivência Digital nas
📸Folha Portal/Arquivo
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    Participar de grupos em redes sociais que se tornaram redutos de fofocas, ofensas e atividades ilícitas deixou de ser apenas uma perda de tempo para se tornar um risco jurídico real.  Grupinhos onde parece terra sem Lei, o que começa como uma "conversa fiada" pode rapidamente evoluir para crimes graves, arrastando membros coniventes ou omissos para o banco dos réus.
 
   Temos grupo em que membro quer pagar de "moralista", mas já foi denunciado por arrecadar e distribuir produtos vencidos para crianças e adolescentes em comunidades carentes em troca de votos.  Muitos usuários acreditam que o ambiente virtual é uma "terra sem lei". No entanto, o Judiciário brasileiro tem sido rigoroso com quem utiliza essas plataformas para disseminar o caos.
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    E tem mais, os administradores desses grupos, carregam responsabilidade solidária: ou seja:  Quem administra o grupo ou apenas assiste a agressões sem denunciar pode ser responsabilizado por omissão. Há pessoas que se divertem quando alguém é excluído do grupo por "falar verdades", ou simplesmente comentar algo fora do contexto por ignorância.  O que é lamentável.  Então não pode ser chamado de grupo, mas de panelinha, onde só os "chegados" podem opinar.  Logo não é grupo, mas reunião restrita!
 
    Vale lembrar que certas atitudes podem incorrer em crimes de honra: Calúnia, difamação e injúria em grupos de WhatsApp ou Facebook geram processos de danos morais com indenizações pesadas.  Outra coisa é Associação Criminosa: A proteção a "fichas sujas", campanha antecipada ou o compartilhamento de informações que beneficiem criminosos pode ser interpretado como apologia ao crime ou favorecimento pessoal.
 
    O discurso de ódio também não fica longe disso: A intolerância religiosa, racial ou de gênero em grupos fechados não é liberdade de expressão, é crime inafiançável. E todos estes grupos nas redes sociais são monitorados 24 horas. Tem muita gente interessada no que correm por eles. Até marginais já foram localizados e presos, graças ao pente fino nestes grupinhos aparentemente inofensivos de WhatsApp.
 
🚩 Sinais de Alerta para Abandonar o Grupo
      Se o grupo onde você está inserido apresenta os comportamentos abaixo, sua segurança jurídica está em risco:
  1. Vazamento de Dados: Compartilhamento de fotos e endereços de terceiros sem autorização.
  2. Linchamento Virtual: Planejamento de ataques a pessoas ou instituições.
  3. Fomento à Ilegalidade: Dicas de como burlar leis ou proteção direta a indivíduos envolvidos com o crime.
  4. Agressão Mútua: Um ambiente onde o debate de ideias deu lugar a ofensas pessoais constantes.
💡 Como se Proteger
A melhor forma de tirar proveito da tecnologia em prol da comunidade é manter a higiene digital. Se o grupo não produz nada útil, a saída é o melhor caminho.
  • Saia do grupo imediatamente se notar atividades criminosas.
  • Silencie e não interaja com conteúdos de procedência duvidosa.
  • Denuncie às plataformas comportamentos que violem as diretrizes de convivência.
  • Lembre-se: Prints são provas judiciais permanentes. O que você escreve (ou lê e consente) pode ser usado contra você no futuro.
A comunidade se fortalece com união e propósito, não com fofocas e proteção a infratores. Não permita que seu nome seja manchado por erros de terceiros em um ambiente virtual tóxico. E lembre-se. Rede social não é "privada" para ser despejado "tanta merda" como temos acompanhado por aqui!
E aí senhores administradores. Não acham que está na hora de melhorar o nível! Quem está interessado em saber se a galinha do vizinho bota ovo amarelinho?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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