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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
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Ocupação de praça central por pessoas em situação de rua gera cobranças ao Executivo

Vereador Mohamed alerta para abandono e insegurança e cobra providências

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ocupação de praça central por pessoas em situação de rua gera cobranças ao Executivo
📸Folha Portal
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   A Praça Pio XII, tradicional ponto de encontro e lazer projetado especialmente para a convivência da terceira idade, transformou-se em cenário de debate político e social. O espaço público vem sendo progressivamente ocupado por pessoas em situação de rua e andarilhos, o que tem afastado os frequentadores habituais devido à formação de um "mocó" improvisado no local.
 
  Diante da gravidade da situação, o vereador Professor Mohamed (PL) apresentou uma indicação oficial ao Poder Executivo cobrando providências urgentes da Secretaria de Assistência Social.
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  A deterioração da praça evidencia um problema social complexo que afeta diretamente a dinâmica urbana e o bem-estar coletivo. De um lado, a comunidade local manifesta crescente sentimento de insegurança e incômodo, relatando abordagens intimidantes a quem transita pela região. O esvaziamento do espaço por parte das famílias e dos idosos acentua o aspecto de abandono do local, que é considerado um dos cartões-postais do município.
 
Hoje espaço de convivência de idosos é dividido com moradores de rua, colchões, cobertores, curotes de cachaça e mau cheiro
 
   Por outro lado, a migração dessa população para o centro evidencia falhas no planejamento de acolhimento assistencial. O fluxo migratório intensificou-se após a prefeitura demolir parte da estrutura da Praça Eugênio Esperandio, local onde os indivíduos costumavam se alocar anteriormente. Sem uma alternativa habitacional ou de suporte imediato, a transferência do problema para a Praça Pio XII apenas transferiu o foco do impasse geográfico.
 
  O cenário reforça que a vulnerabilidade social extrema é um problema que precisa ser tratado com seriedade e políticas públicas estruturadas, e não apenas de forma paliativa. Mais do que uma questão de zeladoria urbana ou de segurança pública, os indivíduos que hoje ocupam a praça carecem de auxílio emergencial, tratamento médico contra dependências e orientação direcionada para reinserção social. A expectativa agora gira em torno da resposta da administração municipal para equilibrar o direito de ir e vir dos cidadãos com o acolhimento digno e humanitário devido à população vulnerável.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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