Obras em marcha lenta e cenário de desolação ambiental: a reforma da Praça Ciro Ibirá de Barros tornou-se o novo símbolo de frustração para os moradores. Com um investimento de R$ 610 mil e iniciada em janeiro, a revitalização que prometia renovar o espaço de convivência parece ter trazido, até agora, apenas transtornos e silêncio.
Passados quatro meses do início dos trabalhos, o cronograma patina. Com apenas 50% de execução nossa reportagem encontrou no canteiro de obras uma equipe reduzida a apenas três funcionários, o que foi confirmado por um morador da praça. O ritmo imposto pela empreiteira Capa Engenharia levanta dúvidas reais sobre o cumprimento do prazo de entrega, previsto para agosto. É difícil acreditar que uma estrutura tão enxuta dê conta de finalizar o projeto no tempo prometido, enquanto o entulho e o isolamento tomam conta do local.
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Mais alarmante que a demora, entretanto, é o "deserto de concreto" em que a praça se transformou. Onde antes havia sombra e verde, agora resta uma paisagem árida. Em uma decisão de projeto questionável e ambientalmente agressiva, quase todas as árvores foram derrubadas, restando apenas um exemplar solitário em toda a extensão do terreno. O que deveria ser uma "revitalização" assemelha-se mais a uma erradicação da memória arbórea do bairro.

A comunidade agora assiste, entre tapumes e poeira, ao lento desenrolar de uma obra que parece ignorar a urgência de quem perdeu seu lazer. Faltam quatro meses para o prazo final. Resta saber se a Capa Engenharia e o poder público municipal serão capazes de acelerar o passo e, de alguma forma, compensar o dano ambiental causado pela motosserra.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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