Enquanto a população de Ibiporã enfrenta filas na saúde, falta de insumos básicos e demandas urgentes na infraestrutura urbana, o prédio da Prefeitura Municipal vai se transformando em um verdadeiro monumento ao desperdício e à ostentação. A mais nova extravagância da administração é o gasto de quase R$ 1 milhão — mais precisamente R$ 866 mil — apenas para instalar brises (quebra-sóis) nas janelas do edifício em reforma.
Mas não se trata de um equipamento qualquer. A exigência do edital beira o ridículo: brises metálicos do tipo "asa de avião", na cor ouro (dourado metálico nobre), com estrutura de suporte preta. Um luxo visual que contrasta violentamente com a realidade das ruas do município. Serão 445 painéis de 1,86 metro e outros 482 painéis de 1,37 metro, todos envelopados em um tom dourado reluzente para proteger do sol os gabinetes oficiais.
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Esse novo gasto seria alarmante por si só, mas se torna um insulto quando inserido no histórico dessa obra, que se arrasta por uma demora infinita. O prédio já passou de longos três anos em reforma. O que deveria ser uma revitalização eficiente virou um poço sem fundo de dinheiro público, onde já foram investidos mais de R$ 11 milhões.
A cada etapa, a população descobre uma nova despesa absurda que já foi amplamente criticada pela mídia local:
- Guarita ostentação: Uma estrutura absurdamente cara, cujo valor seria perfeitamente capaz de construir uma casa popular digna de 90 metros quadrados para uma família carente.
- Totem de fachada: Um totem de pedra que custou impressionantes R$ 600 mil reais, servindo apenas como vaidade estética de uma gestão desconectada da realidade.
- Brises de ouro: Agora, mais R$ 866 mil para dar o "toque final" de opulência com as lâminas douradas.
Uma prefeitura não deveria precisar de detalhes em ouro, pedrarias caras e guaritas luxuosas para funcionar. O verdadeiro valor de uma gestão se mede pela qualidade do atendimento nos postos de saúde, pelas condições das escolas e pelo asfalto nos bairros. Enquanto o funcionalismo e os cidadãos esperam pelo básico, o palácio municipal ganha asas de ouro, provando que a prioridade ali parece ser a estética do poder, e não o bem-estar do povo. Essa é a gestão do prefeito que diz aplicar com responsabilidade o dinheiro público. E tem mais investigação acontecendo que deverá chegar ao Ministério Público em poucos dias.
Desta feita é sobre uma denúncia de suposta compra milionária em piso de granito (pago como de primeira), e o material entregue e utilizado, não seria o contratado. Segundo apurado pela nossa reportagem, o prefeito exonerou um servidor que recusou-se assinar embaixo, mais esta suposta irregularidade. Não será novidade se acontecer mais uma Ação Civil Pública com assinatura conjunta entre o GAECO e o Ministério Público do Paraná.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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