A novela da Estrada dos Pioneiros continua. A realidade da via, severamente agravada pelas frequentes chuvas recentes, contradiz os discursos oficiais e evidencia o fracasso das paliativas intervenções executadas até aqui. O cenário atual repete o histórico de descaso já registrado em publicações anteriores: erosões profundas, atoleiros intransitáveis e irregularidades severas que castigam a zona rural, prejudicam o transporte escolar e travam o escoamento da produção agrícola regional.
Diante do colapso da trafegabilidade e o fracasso das manutenções, o clamor por fiscalização parte do vereador Ilseu Zapelini (PSD) que protocolou um pedido de acompanhamento técnico, fiscalização e monitoramento contínuo dos serviços de manutenção na estrada.
Enquanto isso, servidores e maquinários do município, correm contra o tempo para fazer um lago que deve ser prioridade acima das vias de tráfego que liga Ibiporã a Londrina pela zona rural.
A iniciativa do parlamentar toca no ponto central do problema: o dinheiro público tem sido gasto em reparos que não duram. A cobrança por uma fiscalização rigorosa é o primeiro passo para romper o ciclo de obras superficiais que somem na primeira tempestade, garantindo o respeito ao cidadão que depende do trecho.
Os pedidos do vereador refletem a urgência de uma comunidade cansada de promessas vazias e remendos temporários. Cabe agora à prefeitura demonstrar se o planejamento urbano e o respeito ao homem do campo finalmente sairão do papel.
O custo do paliativo e a lentidão burocrática
O desperdício de recursos em manutenção paliativa é uma das principais queixas locais. Embora os valores exatos de décadas de cascalhamento e maquinário não sejam consolidados pelo município, o primeiro passo concreto em direção ao asfalto ocorreu recentemente: um contrato de R$ 173.995,00 com a empresa M.R. Serviços de Topografia Ltda, apenas para a elaboração do projeto executivo e estudos ambientais.
A prefeitura de Ibiporã argumenta que os trâmites legais estão avançando, destacando o prazo contratual de 180 dias dado à empresa para concluir esta etapa de planejamento viário. No entanto, nova promessa já se apresenta e as máquinas possam, de fato, iniciar a pavimentação asfáltica e transformar a estrada em avenida. Para quem espera há 25 anos, a resposta soa como mais lentidão burocrática.
Depoimentos: a dura realidade de quem vive no lameiro
Quem reside ou trabalha na região relata o esgotamento com as promessas políticas vazias, que já renderam à estrada o apelido irônico de “Roteiro Turístico Virtual” da imaginação.”
“Cada chuva forte transforma isso aqui num sabão. Meu caminhão com a colheita já atolou duas vezes este mês. É prejuízo direto no bolso”, desabafa um produtor rural da região. “As crianças perdem aula porque o ônibus escolar simplesmente não consegue passar nos trechos com erosão. Quando chove demais nos sentimos isolados dentro da nossa própria cidade”, lamenta uma moradora local.
Perigo urbano no Residencial Vila Romana I
O descaso com o manejo das águas pluviais não se limita à área rural. Zapelini também apresentou uma indicação urgente para o estudo técnico e implantação de uma boca de lobo na Rua Antônio Casagrande, em frente ao número 402, no Residencial Vila Romana I.
Relatos dos moradores apontam acúmulo excessivo de água e poças persistentes. A omissão do poder público neste ponto gera riscos imediatos como insegurança viária e perigo real de aquaplanagem e acidentes.
Sem contar que esta questão também releva saúde pública com focos de proliferação de vetores de doenças, e risco à mobilidade já que pedestres e motoristas são impedidos de circular com dignidade.

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