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Quarta-feira, 08 de Julho de 2026
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Vereadores pedem revitalização do Espaço Ecológico e Memorial Henrique de Aragão em Ibiporã

O abandono do Espaço Ecológico e Memorial Henrique de Aragão, localizado na Vila Beatriz, virou tema de debate no Legislativo Municipal.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Vereadores pedem revitalização do Espaço Ecológico e Memorial Henrique de Aragão em Ibiporã
📸Folha Portal/Arquivo FCI
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    Na sessão da Câmara Municipal de Ibiporã, na última segunda feira durante o Grande Expediente, o vereador Hugo Furrier (MDB) destacou uma indicação oficial apresentada em conjunto com o vereador Professor Mohamed (PL). O documento cobra a retomada, revitalização e efetiva implantação do memorial na antiga chácara do artista.

   Hugo Furrier, que acompanhou de perto a execução do projeto original, e contribuiu financeiramente para a obra, lamentou o atual cenário da área.  Segundo o parlamentar, o local recebeu investimentos significativos no passado para a construção de pista de caminhada, reforma de imóveis, iluminação e paisagismo, mas acabou esquecido pelo poder público.

   Atualmente, o espaço apresenta sinais severos de depredação e descaso.  Para os vereadores, a falta de manutenção coloca em risco um patrimônio histórico, artístico e ambiental de grande valor para o município. A indicação segue para análise do Executivo Municipal.

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   Memória esquecida
  Quem foi Henrique de Aragão? O homenageado que dá nome ao espaço na Vila Beatriz foi um dos maiores ícones da arte sacra no Brasil e um pilar cultural de Ibiporã. Nascido na Paraíba em 1931, Joaquim Henrique de Aragão estudou artes na Itália e na França antes de escolher Ibiporã para viver e criar, a partir de 1965.

    Reconhecido internacionalmente, ele foi escultor, pintor, poeta e dramaturgo. Deixou sua marca registrada em monumentos públicos e igrejas de todo o Paraná, como a pintura da cúpula da Igreja Matriz de Ibiporã e o famoso monumento "O Viajante", em Londrina. 
  Aragão faleceu em 2015, aos 84 anos, deixando um legado que hoje, segundo os parlamentares e a comunidade, sofre com o descaso público.

"Dói ver isso virar um mocó", desabafa moradora.    
   A comunidade da Vila Beatriz acompanha diariamente o reflexo do abandono.  Em entrevista a aposentada Maria das Dores, de 68 anos, moradora vizinha da antiga chácara do artista, relata o medo que tomou conta da região.
  "Quando fizeram a pista de caminhada e limparam as casinhas, a gente achou que o bairro ia ganhar um ponto turístico lindo. 
Mas o tempo passou, o poder público esqueceu daqui e o mato tomou conta. Hoje, o local virou um 'mocó'. 
  A gente não vê famílias passeando, só vê pessoas entrando aí no escuro para usar drogas. 
   Dá muito medo e uma tristeza profunda ver a memória do Seu Henrique tratada com tanto desmazelo", lamenta a moradora.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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