
“Fiscaliza Ibiporã” encontra descarte de material radioativo no Beltrão Park
Descarte irregular de lâmpadas fluorescentes é crime ambiental e precisa ser investigado

Infrator está sujeito à multa a partir de R$ 5 mil por crime ambiental
O grupo “Fiscaliza Ibiporã”, denunciou esta manhã em sua página oficial nas redes sociais, um crime ambiental que merece investigação. Nas proximidades da linha férrea, à margem da mata que abrigará o Lago Sul no Residencial Beltrão Park, foi encontrado o descarte irregular de várias lâmpadas fluorescentes de mercúrio. O local é considerado ermo, o que dificulta a ação de identificar os responsáveis que estão sujeitos a responderem por crime ambiental, além de multa e até a retirada do material do local, dando aos mesmos a destinação correta. Segundo o munícipe “fiscal” que localizou o descarte ilegal, Samuel Donansan, “quem descartou teria a obrigação de promover a chamada logística reversa, onde o usuário deve entregar em lojas que vendem o material, e estas fazerem a devida destinação”, observou.
As lâmpadas descartadas num terreno baldio, possuem substâncias tóxicas como mercúrio, que se ingerido ou inalado, prejudicam o sistema nervoso, ataca o fígado e a medula óssea, chegando até a provocar câncer. Enquanto intacta, a lâmpada não oferece risco, mas se for rompida, libera vapores que podem ser aspirados por quem a manuseia ou está próximo. Além disso, pode contaminar o solo e até cursos de água.

Vale lembrar que aquele local é um manancial de nascentes que estão proporcionando a criação do lago sul. O ideal é que a pessoa leve a lâmpada fluorescente queimada, intacta, até um ponto de descarte.
Na semana passada, um outro cidadão encontrou próximo a uma das nascentes, um descarte de lixo irregular, o que demonstra a má educação da própria população que polui o meio ambiente.
A coleta e a destinação ambientalmente correta desses resíduos deve cumprir determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, firmado para corroborar responsabilidade compartilhada do ciclo de vida do produto. A responsabilidade de fiscalizar e punir responsáveis é o Poder Público através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Promotoria de Justiça.


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