"O acúmulo de R$ 98 milhões em empréstimos autorizados nesta gestão compromete gravemente a saúde fiscal de Ibiporã, gerando um impacto direto nas futuras contas públicas. Ao considerar que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município estima uma receita total de R$ 470,5 milhões, o volume total de crédito autorizado representa cerca de 21% de todo o orçamento anual da cidade.
Essa dependência massiva de recursos externos cria uma armadilha financeira silenciosa, cujas consequências recairão sobre o bolso dos contribuintes nos próximos mandatos". Esta é a avaliação criteriosa do vereador Hugo Furrier (MDB) ao avaliar a situação preocupado com o impacto financeiro e o comprometimento das contas públicas das próximas gestões.
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O Impacto Técnico no Orçamento de Ibiporã.
Furrier destaca que o município tem gastos obrigatórios com a Saúde, Educação e a Folha de Pagamento dos servidores públicos municipais e que, apesar de um orçamento robusto (R$ 470,5 milhões), o novo empréstimo consome mais 21%, acumulando empréstimos próximo a casa de R$ 100 milhões, nesta gestão.
O vereador destaca ainda que os empréstimos junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil não são doações. O pagamento das parcelas consome fatias das Receitas Correntes Líquidas (RCL), reduzindo o dinheiro que sobra para manter postos de saúde abastecidos, escolas funcionando e praças conservada e esta mania de empréstimos desenfreada do Executivo pode acabar no engessamento de receitas futuras.
Além do montante principal de R$ 98 milhões, a prefeitura pagará juros significativos ao longo de anos. Esse custo financeiro drena recursos que poderiam financiar, de forma direta e sem dívidas, as demandas travadas do município. Na ótica do vereador, o prefeito José Maria Ferreira (PSD) está promovendo uma inversão de prioridades fiscais e faz um alerta.
Enquanto a prefeitura esbanja agilidade para criar despesas de capital (obras financiadas por dívidas), ela alega "falta de orçamento" para despesas correntes essenciais, como o custeio de convênios com clínicas veterinárias e parcerias com universidades públicas ou privadas para o acolhimento pet. Sem falar na miséria de reajuste salarial que concedeu ao funcionalismo, alegando "responsabilidade" com as contas públicas.
"Atualmente, o município se apoia em uma boa classificação de capacidade de pagamento (CAPAG "A"). No entanto, o endividamento acelerado eleva o risco de rebaixamento fiscal, o que pode encarecer futuros créditos e travar repasses federais voluntários caso os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sejam ultrapassados. Se o governo municipal mantém eficiência máxima para contrair uma dívida equivalente a um quinto de sua receita anual, a população tem o direito de exigir a mesma pressa e capacidade técnica para solucionar o descaso na zeladoria urbana e na assistência social", observa Hugo Furrier que não é analfabeto quando o assunto é Economia.
Em entrevista a este Portal de Notícias, o vereador destaca que "hoje não exerce um papel específico de oposição, até porque vota projetos quando o interesse é de cunho social a bem da cidade. Mas também está no cargo eleito dar voz à indignação de cada cidadão que paga seus impostos e assiste a uma inversão de prioridades escandalosa nesta cidade".
"Acabamos de testemunhar a aprovação de mais um empréstimo de R$ 23 milhões. Com isso, esta gestão atinge a impressionante marca de R$ 98 milhões em dívidas acumuladas. Isso representa mais de 20% de tudo o que o município arrecada em um ano inteiro. Para assinar contratos milionários e endividar o futuro dos nossos filhos, a prefeitura demonstra uma eficiência cirúrgica, rápida e impecável. Mas onde está essa mesma eficiência na hora de devolver esse dinheiro em serviços para o povo?", questiona.
Para o vereador, a matemática desta gestão é perversa: o endividamento é bilhardário, mas a contrapartida social é zero! "Vejam o exemplo das indicações do Vereador Professor Mohamed, que não me deixam mentir. Não estamos falando de pedidos abstratos, estamos falando de promessas esquecidas", reitera o vereador.
- Onde está o Centro de Atendimento Pet? Enquanto pegamos milhões emprestados, cães, gatos e cavalos sofrem abandonados nas ruas. Não há dinheiro para um pronto-socorro animal? Não há competência sequer para firmar um convênio com universidades e clínicas parceiras?
- Onde está o respeito com os nossos espaços públicos? A Praça Eugênio Esperândio, um ponto estratégico da nossa cidade, está abandonada à própria sorte. Falta limpeza, falta pintura, falta canteiro recuperado. Falta o mínimo de zelo urbano!
- Onde está a visão de futuro e desenvolvimento? Ibiporã tem uma das festas juninas mais tradicionais da região. Atraímos milhares de pessoas, mas não temos um Centro de Eventos e Convenções estruturado para gerar emprego, turismo e renda o ano inteiro. Tudo anda à revelia da boa vontade.
"Senhores, governar é escolher prioridades. E a prioridade desta gestão tem sido pegar dinheiro emprestado, enquanto finge não ver as demandas reais da população. A eficiência que opera no gabinete dos bancos precisa começar a operar nas ruas de Ibiporã.
O povo não quer ver apenas o saldo da dívida crescer; o povo quer ver o hospital funcionando, a praça limpa, a causa animal assistida e a economia girando. Chega de cheques em branco para quem entrega promessas vazias!", finalizou.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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