website page view counter

Folha Regional Online

Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
laboratório
laboratório

Saúde

Cresce reclamações sobre não atendimento aos pacientes com comorbidade

Mesmo já estando cadastrados e agendados para a vacina, pacientes não são chamados

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Cresce reclamações sobre não atendimento aos pacientes com comorbidade
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Pacientes portadores de comorbidades reclamam agendamento que não se concretiza em vacina

Doenças como a diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos e pulmonares são alguns dos fatores que apresentam risco de agravamento da Covid-19. Contudo, a comorbidade, ou seja, a existência dessas condições associadas, pode apresentar risco ainda maior. Por esse motivo, o Ministério da Saúde anunciou que até o final de maio as pessoas portadoras destas condições serão vacinadas contra o Corona vírus. De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), as pessoas com comorbidade deveriam ser o próximo grupo prioritário na fila. Só que não, pelo menos em Ibiporã.
Temos recebido aqui, diversas reclamações de cidadãos que mesmo comprovando comorbidades como exigida pelo Plano Nacional de Imunizações (SI-PNI) e embora já cadastradas e com agendamento prévio, não são chamados para vacinação.
Uma dessas pessoas, pela segunda vez, procurou nossa reportagem para reclamar que apesar de atender todas as exigências requeridas pela Secretaria Municipal de Saúde, a promessa do aviso pelo “SMS”, nunca chega. “Há mais de 15 dias fiz todos os procedimentos e apresentei o que foi pedido porém até hoje não fui chamada”, reclama a paciente que já pensa em procurar o Ministério Público para saber o que está acontecendo. Nossa reportagem levantou informações que em vários municípios da região, basta o cidadão portador de comorbidade apresentar um atestado médico que é vacinado no ato, sem burocracia, sem agendamento e sem fila de espera. Em alguns municípios pesquisados como Londrina, Assaí, Cornélio Procópio, Toledo e Umuarama, os cidadãos estão sendo atendidos de forma satisfatória. Porque em Ibiporã é uma dificuldade? Também recebemos a denúncia que um fisioterapeuta que presta serviço em Ibiporã, foi impedido pela secretaria de saúde de ser vacinado aqui, porque tem como residência, outro município. Qual é a diferença se o sistema de saúde é único? 

Publicidade

Leia Também:

As comorbidades e o descaso com a população
A comorbidade é a situação em que ocorre a associação de duas ou mais doenças simultaneamente em uma pessoa. Ou seja, quando ela apresenta colesterol e hipertensão, insuficiência cardíaca e outros problemas respiratórios, e também doenças que acabam gerando a diminuição da imunidade, como o câncer. No caso da paciente que aguarda a chamada em questão, possui hipertensão nível 3, agravado com algumas disfunções de peso, e colesterol o que demanda cuidado especial.
O descaso que está sendo verificado em Ibiporã, é caso de polícia. A saúde do município está na UTI. Para se ter uma ideia, no ano passado, já no início da pandemia, aliado ao surto de dengue, registravam-se cerca de 5 mil solicitações de exames por mês, e o que se tem notícia agora, é que não se processa 30% destes números. 
Há uma séria denúncia de que o prefeito havia supostamente ordenado à secretaria de saúde que comunicasse os médicos para reduzirem drasticamente os pedidos de exames, o que desde então há cerca de quatro meses, tem se observado. Basta fazer um levantamento comparativo entre o último semestre de 2020 e o que já foi solicitado até então e chega-se ao óbvio. Este levantamento já foi feito inclusive por laboratórios que processavam estes exames e hoje surpreende-se com a drástica queda em plena pandemia. O que está acontecendo? Aumentam os casos e diminui-se o número de exames...(?)
Isto explica também porque o número de pessoas infectadas triplicou neste início de ano. Sem exames, não há como se diagnosticar com precisão o sistema imunológico do paciente. Se é portador de vírus ou não! Logo, segue a pandemia desenfreada. E quem é o responsável?
Quem é que vai tomar uma providência e pedir uma auditoria nestes números? A Comissão de Saúde da Câmara Municipal? Ou a Promotoria Pública? O que não pode é continuar como está!

Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )