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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
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Abandono estrutural ameaça usuários da Rodoviária de Ibiporã, sustentada apenas pelo esforço da limpeza

Apesar das cobranças consecutivas por providências, nenhuma equipe técnica apareceu para realizar a manutenção.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Abandono estrutural ameaça usuários da Rodoviária de Ibiporã, sustentada apenas pelo esforço da limpeza
📸Folha Portal/Ely Damasceno
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   O Terminal Rodoviário de Ibiporã vive um cenário de contradição e perigo. De um lado, o chão brilha pelo empenho diário da equipe de limpeza. Do outro, a estrutura física do local desaba aos pedaços diante da omissão do poder público. O descaso histórico ignora alertas de segurança e submete passageiros a condições humilhantes de higiene e conforto.
 
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Risco iminente de desabamento
O ponto mais crítico da negligência está na área externa. A grade lateral de proteção, deteriorada pela ação do tempo, está quebrada em vários pontos. O perigo real de tragédia se concentra em uma das alas: dos quatro pés de sustentação fixados no piso, apenas um resiste ao peso da estrutura. Os taxistas locais, que vivenciam a rotina do terminal, alertam há meses que o alambrado pode desabar a qualquer momento sobre o estacionamento de motocicletas situado no nível inferior. Apesar das cobranças consecutivas por providências, nenhuma equipe técnica apareceu para realizar a manutenção.
Banheiros sem privacidade e goteiras no saguão
   Dentro do terminal, a situação dos banheiros beira o insustentável. Usuários encontram louças sanitárias entupidas e pias sem torneiras. No banheiro masculino, o desrespeito é ainda maior: as divisórias de granito desapareceram por completo, eliminando qualquer direito à privacidade.
   Na área de embarque, o conforto foi extinto. A maioria das plataformas não possui mais assentos para os passageiros que aguardam os ônibus. Em uma das plataformas, restou apenas uma cadeira solitária para atender dezenas de viajantes. Para agravar o quadro, os dias de chuva transformam o salão de espera em um emaranhado de goteiras.
 
A resistência da limpeza
   A única barreira que impede o colapso visual do terminal é o trabalho braçal dos servidores terceirizados. São eles que trabalham em dobro para enxugar o piso alagado pelas goteiras e mitigar os efeitos do abandono. É inadmissível que o zelo desses profissionais seja usado como cortina de fumaça para mascarar a falta de investimentos em uma infraestrutura que deveria ser a porta de entrada da cidade, mas hoje representa um risco iminente à vida e à dignidade dos cidadãos.
 
Diante do exposto ficam as perguntas dos reclamantes:
 
  1. A prefeitura tendo conhecimento de que o alambrado lateral está sustentado por apenas um dos quatro pés de apoio, correndo o risco de desabar sobre o estacionamento de motos, irá indenizar possível dano ao patrimônio alheio?  E no caso de cair sobre uma pessoa, como é que fica a situação?
  2. Por qual motivo as cobranças feitas pelos taxistas há vários meses não foram atendidas até o momento?
  3. Existe alguma equipe técnica escalada para isolar a área de risco e iniciar os reparos na grade nesta semana?
  1. Qual é a justificativa para a ausência de divisórias de granito no banheiro masculino e quando novas estruturas serão instaladas?
  2. Quando serão substituídas as louças sanitárias entupidas e instaladas as torneiras que faltam nos lavatórios?
  1. Por que a maioria das plataformas de embarque está sem cadeiras? Há algum processo de licitação em andamento para a compra de novas longarinas para o salão de espera?
  2.  Qual é o plano de reforma para o telhado do terminal rodoviário para sanar as goteiras que alagam o saguão em dias de chuva?
  1. Qual foi o último valor investido na manutenção predial da rodoviária e qual é o cronograma oficial para o início de uma reforma geral no local?

 

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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