O Terminal Rodoviário de Ibiporã vive um cenário de contradição e perigo. De um lado, o chão brilha pelo empenho diário da equipe de limpeza. Do outro, a estrutura física do local desaba aos pedaços diante da omissão do poder público. O descaso histórico ignora alertas de segurança e submete passageiros a condições humilhantes de higiene e conforto.
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Risco iminente de desabamento
O ponto mais crítico da negligência está na área externa. A grade lateral de proteção, deteriorada pela ação do tempo, está quebrada em vários pontos. O perigo real de tragédia se concentra em uma das alas: dos quatro pés de sustentação fixados no piso, apenas um resiste ao peso da estrutura. Os taxistas locais, que vivenciam a rotina do terminal, alertam há meses que o alambrado pode desabar a qualquer momento sobre o estacionamento de motocicletas situado no nível inferior. Apesar das cobranças consecutivas por providências, nenhuma equipe técnica apareceu para realizar a manutenção.
Banheiros sem privacidade e goteiras no saguão
Dentro do terminal, a situação dos banheiros beira o insustentável. Usuários encontram louças sanitárias entupidas e pias sem torneiras. No banheiro masculino, o desrespeito é ainda maior: as divisórias de granito desapareceram por completo, eliminando qualquer direito à privacidade.
Na área de embarque, o conforto foi extinto. A maioria das plataformas não possui mais assentos para os passageiros que aguardam os ônibus. Em uma das plataformas, restou apenas uma cadeira solitária para atender dezenas de viajantes. Para agravar o quadro, os dias de chuva transformam o salão de espera em um emaranhado de goteiras.

A resistência da limpeza
A única barreira que impede o colapso visual do terminal é o trabalho braçal dos servidores terceirizados. São eles que trabalham em dobro para enxugar o piso alagado pelas goteiras e mitigar os efeitos do abandono. É inadmissível que o zelo desses profissionais seja usado como cortina de fumaça para mascarar a falta de investimentos em uma infraestrutura que deveria ser a porta de entrada da cidade, mas hoje representa um risco iminente à vida e à dignidade dos cidadãos.

Diante do exposto ficam as perguntas dos reclamantes:
- A prefeitura tendo conhecimento de que o alambrado lateral está sustentado por apenas um dos quatro pés de apoio, correndo o risco de desabar sobre o estacionamento de motos, irá indenizar possível dano ao patrimônio alheio? E no caso de cair sobre uma pessoa, como é que fica a situação?
- Por qual motivo as cobranças feitas pelos taxistas há vários meses não foram atendidas até o momento?
- Existe alguma equipe técnica escalada para isolar a área de risco e iniciar os reparos na grade nesta semana?
- Qual é a justificativa para a ausência de divisórias de granito no banheiro masculino e quando novas estruturas serão instaladas?
- Quando serão substituídas as louças sanitárias entupidas e instaladas as torneiras que faltam nos lavatórios?
- Por que a maioria das plataformas de embarque está sem cadeiras? Há algum processo de licitação em andamento para a compra de novas longarinas para o salão de espera?
- Qual é o plano de reforma para o telhado do terminal rodoviário para sanar as goteiras que alagam o saguão em dias de chuva?
- Qual foi o último valor investido na manutenção predial da rodoviária e qual é o cronograma oficial para o início de uma reforma geral no local?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno



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