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Terça-feira, 19 de Maio de 2026
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Política

Ministro do STF mantém anulação de todos os atos da Operação Lava Jato contra ex-governador Beto Richa

O Ministério Público deve recorrer por meio dos canais processuais adequados, como agravos regimentais ou ações rescisórias.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Ministro do STF mantém anulação de todos os atos da Operação Lava Jato contra ex-governador Beto Richa
📸Orlando Kissner/ ANPr
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    O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um mandado de segurança do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) que tentava reverter o arquivamento de quatro ações penais contra o deputado federal e ex-governador Beto Richa (PSDB-PR). Com a decisão, Fux manteve integralmente a determinação anterior do ministro Dias Toffoli, que em 2023 já havia anulado todos os atos da Operação Lava Jato e de investigações conexas contra o político paranaense.
 
    No recurso apresentado ao STF, o Ministério Público paranaense alegou que Toffoli vinha se recusando de forma "reiterada e arbitrária" a enviar os recursos do órgão para julgamento na Segunda Turma da Corte. Segundo o MPPR, a postura do magistrado feria o princípio da colegialidade e o direito ao devido processo legal.
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    Ao analisar o pedido, o ministro Luiz Fux extinguiu a ação sem julgar o mérito, apontando o "manifesto descabimento" do instrumento jurídico utilizado. Fux explicou que a jurisprudência consolidada do STF proíbe o uso de mandado de segurança para contestar decisões monocráticas tomadas por seus próprios ministros. O magistrado ressaltou que o Ministério Público deve recorrer por meio dos canais processuais adequados, como agravos regimentais ou ações rescisórias.
 
Histórico e alegação de conluio
   O embate jurídico ganhou novos contornos após a decisão de Toffoli em 2023. Naquela ocasião, o ministro acolheu um pedido da defesa de Beto Richa baseado nas mensagens interceptadas da Operação Spoofing, que expuseram diálogos privados entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato, liderados por Deltan Dallagnol.
 
Ao avaliar o material, Toffoli concluiu que houve um "conluio processual" entre a acusação e o julgamento, comprometendo os direitos fundamentais do ex-governador.   Após a invalidação dos atos, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acolheu um recurso do MP estadual e tentou enviar os processos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte responsável por julgar governadores.
 
A defesa de Richa acionou novamente o STF, alegando o descumprimento da ordem de arquivamento proferida por Toffoli, o que culminou na nova análise e no recente bloqueio do recurso do Ministério Público por Luiz Fux.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno/Carta Capital
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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