Assim como aqui, foi-se lá... Como diz o ditado, "a gente morre e não vê tudo na política". Uma Lei votada pelos vereadores de Ponta Grossa, nos Campos Gerais autoriza aumento de salário da Prefeita de Ponta Grossa nesta legislatura. A votação aconteceu ontem num projeto de lei que autoriza o aumento dos salários da prefeita Elizabeth Schmidt (PSD) e de outros cargos do Executivo, como o vice-prefeito e secretários municipais.
A proposta altera a Lei Orgânica do Município, considerada a principal legislação do município. Segundo a lei, qualquer mudança nos salários das principais funções da prefeitura só começam a valer na próxima gestão. O projeto aprovado em primeiro turno no Legislativo determina que a alteração salarial no Executivo entre em vigor na mesma administração.
Hoje, a prefeita recebe R$ 19,7 mil. Os secretários ganham R$ 10,6 mil, e o vice-prefeito, R$ 9,8 mil. Em nota, a Prefeitura de Ponta Grossa afirma ter "ciência de que o limitador de salário é uma realidade, já que o vencimento dos médicos de Ponta Grossa está abaixo da média do mercado da região. O Executivo trabalha com foco na atenção das principais necessidades da população, tendo a área da saúde como um de seus pilares".
Justificativa - A proposta, protocolada na Câmara pelos próprios parlamentares, foi aprovada por 16 votos favoráveis e uma abstenção. Os vereadores justificaram que os salários dos principais cargos da prefeitura devem ser aumentados para atrair mais médicos ao município. Segundo o atual plano municipal de cargos e salários dos servidores, um médico iniciante que trabalhar na maior carga horário possível recebe R$ 13 mil. Se esse valor aumentar, não poderá ultrapassar o vencimento da prefeita.
A remuneração dela é o teto salarial da cidade, ou seja, nenhum funcionário público pode ganhar mais. Dificuldades para contratação A Prefeitura de Ponta Grossa afirma que vem enfrentando obstáculos para contratar médicos nos últimos anos. De acordo com a administração municipal, os salários não tão atrativos dispersam os profissionais. Em setembro do ano passado, a prefeitura afirmou que faltavam 48 médicos na rede municipal de saúde. Das 57 unidades básicas, 18 não tinham este tipo de servidor fixo.
O problema foi amenizado somente em março deste ano, quando a prefeitura promoveu um concurso público e conseguiu contratar 40 novos médicos. A segunda e última votação do projeto acontecerá no início de julho. Se for aprovado, não há a necessidade de sanção ou veto da prefeita Elizabeth Schmidt.

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