“Obra demorada é obra cara”... com este chavão o vereador Hugo Furrier encerrou sua justificativa ao cobrar do Executivo Municipal informações sobre o andamento da obra de reforma do prédio da Prefeitura Municipal. O vereador que também é empresário da construção civil, faz uma observação acertiva, onde em regra geral na construção em que obras são demoradas em sua execução, tendem a ser mais caras.
A razão principal é que o custo da mão de obra, materiais e outros gastos fixos continuam a ser acumulados mesmo enquanto a obra está atrasada. Isto explica no serviço público por vezes, inúmeros aditivos de prazo e preço. O vereador uma vez mais citou que obra precisa ser prática e funcional. “Não precisa ser o castelo da Rainha Elizabeth”, disse referindo-se ao totem de pedra ferro (que não serve para nada) e custou cerca de R$ 600 mil reais na fachada do prédio. “É um gasto elevado que não fará diferença na vida de nenhum cidadão. Esta não é uma obra para embelezar mas ter funcionalidade. De que vale embelezar se o cidadão é mau atendido? Fica bonito mas custa caro. Um dinheiro desprendido sem necessidade que poderia ser aplicado na saúde”, exemplificou.
“Estou pedindo informações porque esta obra não é do prefeito José Maria. É da população e temos a obrigação de cuidar do dinheiro público. Não é como o nosso que gastamos em casa como queremos. E fomo eleitos para isso”, disse Furrier pedindo o apoio dos demais vereadores.
Para tanto o vereador está requerendo:
1. Cópia integral do processo licitatório (edital, propostas, atas e contrato firmado)
2. Nome da empresa contratada, CNPJ e objeto contratual.
3. Valor inicial do contrato e fonte dos recursos utilizados.
4. Prazo estipulado para a conclusão da obra.
5. Informações sobre eventuais aditivos contratuais (prazo ou valor) já assinados ou previstos.
6. Cópia do cronograma físico-financeiro da obra.
7. Nome do responsável técnico pela execução da reforma.
Furrier justifica-se o presente requerimento pelo dever constitucional da administração pública de garantir transparência, legalidade e publicidade dos atos administrativos, bem como pelo interesse público no acompanhamento dos gastos e prazos das obras realizadas com recursos municipais.

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