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Domingo, 30 de Novembro de 2025

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Vereador Augusto Semprebom, volta a cobrar ações contra “flanelinhas” nas ruas de Ibiporã

De forma clandestina, sem regulamentação, esses indivíduos coagem, extorquem e ameaçam a população

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Vereador Augusto Semprebom, volta a cobrar ações contra “flanelinhas” nas ruas de Ibiporã
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    Em Ibiporã ao longo dos anos, não faltam relatos e denúncias generalizadas de que flanelinhas (máfia de guardadores de carros informais) intimidam e ameaçam a população, especialmente quando os motoristas se recusam a pagar valores exigidos por eles. Essa prática, que ocorre à revelia das autoridades, na Praça Pio XII, no entorno da feira na Rua Souza Naves, nas imediações do Colégio Beltrão, Cine Teatro, apenas para exemplificar, não só é coação, como pode ser considerada extorsão. E é ilegal. 

“Eles estão ameaçando as pessoas que não dão dinheiro. Principalmente mulheres que estão ali com os carros e nós precisamos cobrar. Depois daquela audiência pública que nós fizemos, não foi tomada nenhuma providência. E a insegurança está aumentando, cada vez mais”, observou Semprebom ao comentar o assunto na sessão plenária.

    Embora a profissão de guardador de carros já tenha sido reconhecida por lei (Lei Federal 6.242/1975), a maioria dos flanelinhas atua de forma clandestina, sem autorização ou regulamentação municipal. Em Ibiporã é máfia instituída. Na região do colégio Beltrão os guardadores de carros, possuem até segurança. Quando o proprietário do veículo se recusa a “contribuir” já aproxima-se dois ou três elementos para coagir e até ameaçar o cidadão.  

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   O vereador Augusto relata dois casos de agressão que culminaram em morte (na feira e na Praça Pio XII) por esfaqueamento e denuncia ameaças onde o indivíduo chega a ostentar faca na cinta. “E é sempre estas pessoas que ficam ali que estão dando problema. E nós precisamos tomar providências”, justificou.

   Outro fator já observado, é quando o motorista é abordado na sua chegada (e não contribui), quando não é intimidado, ou vítima de violência física, ao retornar encontra seu veículo com danos como arranhões, amassados ou furos nos pneus.  A apropriação do espaço público por esses indivíduos e a falta de fiscalização geram uma grande sensação de insegurança na população, que se sente coagida a pagar para evitar problemas.  

   A cobrança forçada de valores, sob ameaça, configura o crime de extorsão. Nesses casos, a polícia tem a obrigação de intervir e realizar prisões. A ausência regular de abordagem a estes indivíduos favorecem a prática criminosa uma vez que fica apenas na discussão como tipificar e coibir essa prática. Vale lembrar que não há obrigação legal de pagar a flanelinhas clandestinos. Em casos de intimidação ou ameaça, é importante acionar imediatamente a Polícia Militar (190) e registrar um boletim de ocorrência. Infelizmente, a falta de ação do poder público em regulamentar e fiscalizar a situação é um dos fatores que contribui para o problema persistir.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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