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Sabado, 31 de Outubro de 2026
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REFORMA OSTENTAÇÃO: Gasto milionário em prédio antigo daria para erguer nova Prefeitura ou 173 casas populares

Na mira do Ministério Público, obra escancaram o abismo entre as prioridades da gestão e as reais necessidades da população.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
REFORMA OSTENTAÇÃO: Gasto milionário em prédio antigo daria para erguer nova Prefeitura ou 173 casas populares
📸Redes Sociais
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   Estudo comparativo realizado por um jovem estudante de engenharia, ganhou as redes sociais esta semana revelando que os mais de R$ 11 milhões enterrados na “maquiagem” da sede do Executivo de Ibiporã superam os custos de uma construção moderna do zero, e entra na mira do Ministério Público escancarando o abismo entre as prioridades da gestão e as reais necessidades da população.

   O que era para ser apenas a manutenção de um patrimônio público transformou-se no maior símbolo de desperdício de recursos, morosidade crônica, denúncias graves, demissão de engenheiro, e até uma morte "súbita" de secretário da pasta, assombra esta obra que revelou-se uma inversão de prioridades da gestão do prefeito José Maria Ferreira.

   A eterna reforma do prédio da Prefeitura Municipal virou alvo de um estudo comparativo técnico detalhado e já chama a atenção nas redes sociais pela imponência, praticidade, beleza e auto suficiência. E os números, extraídos diretamente do Diário Oficial e do Portal da Transparência, são acachapantes: o montante investido na desgastada estrutura atual (apenas maquiada a peso de ouro) seria mais do que suficiente para edificar uma sede completamente nova, maior, mais moderna e de custo proporcionalmente ao que já foi gasto.

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   De acordo com o levantamento estrutural baseado em referências da construção civil, um orçamento na casa dos R$ 13 milhões permitiria planejar e executar do zero um complexo administrativo vertical imponente, com cinco pavimentos e 3.500 metros quadrados de área total construída (sendo 700 m² por andar).

   O novo projeto contaria com acessibilidade plena universal, elevadores, climatização centralizada de alta eficiência, engenharia voltada à sustentabilidade energética, estacionamento próprio, centro de atendimento direto ao cidadão, auditório e áreas de convivência.


   Em vez disso, a população de Ibiporã assiste a uma fortuna sumir entre tapumes. Uma obra marcada pelo excesso de aditivos supérfluos — incluindo o controverso contrato nº 167/2026 de R$ 36,5 mil para “paisagismo” na fachada de um prédio que sequer abriu as portas, cujo serviço já recebeu aditivo de tempo —, além de excentricidades inexplicáveis como um pórtico de pedra-ferro na fachada cotado em R$ 600 mil e uma guarita lateral de R$ 70 mil.

Na Mira do Ministério Público: Investigação de Irregularidades

   Tanta fartura com o dinheiro público e a lentidão exasperante da empreitada cobram seu preço jurídico. A reforma da Prefeitura de Ibiporã tornou-se alvo oficial de investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A Promotoria de Justiça de Ibiporã instaurou procedimento específico para apurar possíveis irregularidades na execução da obra.

   Do teto ao piso, há denuncias de superfaturamento, material inferior ao que foi pago, intimidações e demissão de profissional em desacordo com irregularidades, sempre com a conivência de subordinados em cargos comissionados e do próprio prefeito José Maria.

   Os promotores questionam formalmente tanto a demora excessiva e injustificada para a conclusão dos trabalhos quanto a cascata de aditivos de preço que inflaram o custo original da reforma para além da marca dos R$ 10 milhões. Ao MP-PR foi solicitado a apuração se houve falhas de planejamento, superfaturamento ou direcionamento em ordens de serviço acessórias — como a jardinagem fantasma e a perfumaria estética que avançam enquanto a engenharia básica se arrasta com promessa de inauguração na semana que vem. 

   Vale ressaltar que o chefe do Executivo, José Maria Ferreira, possui histórico com a Justiça e já enfrentou condenações por improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público em gestões passadas, envolvendo o uso indevido de recursos públicos para promoção pessoal em publicações impressas. O novo procedimento do MP-PR joga luz sobre os contratos atuais e eleva a pressão por transparência na divisão de convênios da municipalidade. 

Uma fonte revela a redação que um novo dossiê sobre a obra de reforma do prédio desde o início já está pronto e será entregue ao GEPATRIA - Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa, um braço operacional de elite do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), comandado pelo brilhante Promotor Renato de Lima Castro, doutor em Direito Público.

O Preço da Inversão: 173 Famílias Sem Teto

   Para além da comparação estrutural e dos entraves jurídicos, o estudo traduz o tamanho do desperdício em real impacto social. Se aplicados na habitação de interesse social, os recursos evaporados na reforma dariam para construir, no mínimo, 173 casas populares de 46 metros quadrados cada.

   Enquanto o Executivo prioriza o luxo de suas próprias alas e o embelezamento de fachadas, bairros da periferia de Ibiporã enfrentam total abandono, como o recente isolamento severo sofrido pelos moradores do Balneário Tibagi, cujas vias e pontes de acesso ficaram submersas por falta de infraestrutura de drenagem.

   Abaixo está o levantamento de dados comparativos que compõem a ilustração do que seria a nova sede da prefeitura e sua funcionalidade:         Por motivos óbvios, sem antes de parabenizar o autor, manteremos no anonimato sua identidade até para que não sofra sanções e assédio judicial e perseguição política como é de praxe ocorrer nesta administração quando contestados seus atos de improbidade.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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