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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026
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Bastidores na Câmara ferve com a eleição da presidência para novo biênio

Quem é o vereador que "roeu a corda" depois de ter dado a palavra após definição da nova mesa?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Bastidores na Câmara ferve com a eleição da presidência para novo biênio
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   A política de Ibiporã não corre, ela capota! O clima nos bastidores da Câmara Municipal está mais quente que asfalto ao meio-dia, e o tradicional "jogo das cadeiras" para a eleição da nova Mesa Diretora virou um verdadeiro teste de cardiologista para o Executivo.
O prefeito, que antes entrava na Casa com o peito estufado e a maioria absoluta no bolso, agora precisa recalcular a rota se não quiser ver o Legislativo governado pela oposição. O império estremeceu, e a matemática do poder mudou de figura mais rápido do que promessa de campanha.
 
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O Elenco de Milhões (ou Quase Isso)
  • Os Três Mosqueteiros (e meio): Atualmente, o prefeito só conta com o voto do próprio herdeiro e mais dois vereadores "amarrados" por laços invisíveis (mas muito bem orçados).
  • O Equilibrista do Muro: Figura clássica da nossa política. Deu a palavra para a chapa independente, assinou o pacto de sangue, mas bastou um cafezinho com os "acabrestados" do prefeito para roer a corda e desconversar..."não foi bem assim"... Porque a gravidade da conveniência não me surpreende? A política É mesmo uma ciência sem limites!
  • O Bloco dos Renegados: A maioria da Casa cansou de ser figurante e agora articula uma chapa totalmente independente. O lema é claro: "Independência ou teto de vidro".
A Hora do Troco: O Karma é Tardio, mas Não Falha
   A grande ironia dessa comédia pastelão é que o cheiro de queimado vem lá de trás. Quem não se lembra do belíssimo boicote que o Executivo fez contra os pedidos dos "nobres pares" que ousaram não apoiar o filho do alcaide para deputado? Pois é. O mundo gira, e o mundo da política gira capotando.
 
   Os vereadores que antes imploravam por um reparo de asfalto ou uma lâmpada de LED nos seus redutos eleitorais agora guardam a caneta. O plano de vingança — puramente institucional, claro — promete ser servido em prato friíssimo:
  • Pedidos de vista: Projetos do Executivo vão mofar nas gavetas com a desculpa de "análise minuciosa".
  • Comissões de Inquérito: Qualquer nota fiscal de coxinha vai virar motivo para comissão especial.
  • Orçamento amarrado: O prefeito vai ter que pedir "por favor" e com a voz aveludada se quiser aprovar remanejamento de verba.
Próximos Capítulos
   As primeiras tratativas da chapa independente podem até ter "dado com os burros n'água" por causa do traidor do muro, mas a semente da discórdia já virou uma árvore frondosa. Se o prefeito achou que governaria Ibiporã como um monarca absoluto até o fim do mandato, é bom comprar um estoque de calmantes.     A novela dos bastidores promete mais reviravoltas que enredo de drama mexicano. Façam suas apostas, porque na Câmara de Ibiporã, até quem está em cima do muro corre o risco de cair do lado errado da história!
 
    Se a novela da Câmara Municipal já parecia enredo mexicano, agora ela ganhou contornos de comédia romântica desastrada. A cadeira de presidente virou o objeto de desejo mais cobiçado da cidade, com direito a pretendente jurando inocência enquanto os outros ensaiam o tradicional jogo de empurra.
   O burburinho ganhou força com o nome de Augusto Semprebom (Solidariedade) pairando sobre a presidência. O homem do judô afirma categórico que não quer saber do posto, mas na política local, o "não" geralmente significa "me convença com os argumentos certos". Se ele assumir a Mesa, o prefeito vai ter que aprender a cair no tatame, porque o contra-ataque da independência promete ser com golpe de faixa preta.
 
A "Bancada dos Professores" e os Concorrentes ao Trono
Se o Semprebom de fato mantiver a guarda alta e recusar a presidência, a fila de interessados na herança maldita é grande. É tanta autoridade acadêmica de olho na cadeira que as sessões correm o risco de virar conselho de classe:
  • Professor Mohamed: De olho na Mesa, articula nos bastidores. Se assumir, pode aplicar uma verdadeira "prova de fogo" nos projetos do Executivo. Até porque, seu nome para ser o sucessor do Alcaide, à revelia do conhecimento da vice prefeita, Mari de Sá! Será mais uma do grupo a ser traída como Coloniezi, e Baccarim? O prefeito que se prepare para tirar nota vermelha. 
  • Professor Abreu: Outro mestre na disputa. Está pronto para dar aulas de como o Legislativo pode desidratar o orçamento de um prefeito que esqueceu de cumprir as promessas com os nobres pares.
  • Ilseu Zapelini: O campeão das indicações. O homem que sugere estar apto para comandar a caneta principal. Pro prefeito, ver Zapelini na presidência seria o equivalente a receber um loteamento inteiro de cobranças direto na mesa do gabinete.
O Harém Encolhido do Prefeito (E o Herdeiro)
   Enquanto a oposição e os independentes batem cabeça para ver quem lidera o troco, o que sobrou da base aliada do prefeito assiste ao espetáculo com o coração na boca. Além do próprio filho do alcaide — que carrega o peso de ser o motivo do rancor generalizado —, os poucos "acabrestados" remanescentes tentam desesperadamente operar um milagre de multiplicação de votos.
 
   A matemática é cruel: tentar segurar a Câmara com o filho e mais dois "amarrados" é como tentar tapar o sol com uma peneira furada. O prefeito tirou o corpo fora na eleição para deputado, e agora a conta da luz chegou para a prefeitura pagar, com juros, correção monetária e taxa de iluminação pública inclusa.
 
Próxima Cena
    Com Semprebom negando, Mohamed e Abreu ensaiando o discurso, e Zapelini de olho no trono, a única certeza é que o prefeito de Ibiporã vai passar os próximos dias com o telefone grudado no ouvido. Quem vai roer a corda da vez? Quem vai cair do muro? Aceitam-se apostas, porque o reajuste de contas no Legislativo não vai ser parcelado!
Jingle bell, Jingle Bell, lá vem o Noel? 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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