As obras de modernização da infraestrutura, cobertura, reestruturação das plataformas de embarque e desembarque, substituição do piso e reforma e adaptação dos banheiros para pessoas com necessidades especiais, custaram ao município há 10 anos atrás, R$ 1 milhão de reais. A comédia é que depois da reforma, alguns ônibus de viagem, não cabiam embaixo do terminal porque não houve planejamento na altura da cobertura. Coisas de arquiteto.
Desnecessário dizer que 30 dias depois, chovia mais dentro do que fora. Era uma reforma há muito aguardada, e hoje, passados exatos 10 anos, o prédio não vê manutenção há tempos. Nos banheiros, há problemas hidráulicos, divisórias quebradas, sanitários inutilizados por deficiência ou com defeitos e no saguão de espera, as cadeiras desapareceram. Em alguns sanitários não há privacidade porque ou estão sem porta, ou não tem fechadura.

Salão de espera por onde passam mais de cinco mil pessoas por dia, tem apenas cinco cadeiras. Eram 36.
A prometida bombonieri, a revistaria e a lanchonete, ninguém sabe, ninguém viu a não ser no papel, aliás projeto aprovado pela Câmara Municipal. Por anos as salas estão vazias, e o que está ocupado, não é o que foi previsto por ocasião da proposta na reforma. Nos pontos de embarque, já há sinais de desgaste das paredes com as pastilhas de revestimento caindo. As baias que dividiam a área de acesso aos ônibus foram retiradas e a rua voltou a ter mão dupla. Desnecessário.
O que se vê de positivo é apenas a limpeza. Será que vem mais uma maquiagem milionária por aí? Ou dos R$ 98 milhões que o prefeito pretende fazer com o novo empréstimo (ainda não gastou todos os R$ 38 milhões já emprestado), estão incluídos a construção de uma nova rodoviária, prometida em 2015? A cidade merece...desde que a fachada apenas não venha a custar R$ 600 mil reais e o guichê de passagens R$ 70 mil reais como a guarita da prefeitura.
Aliás falando em promessa, na época da reforma também foi prometido totem eletrônico com o horário dos ônibus, internet gratuita, biblioteca, Centro de Informações Turísticas e um espaço que disponibilizaria uma série de serviços de natureza pública, como emissão de Carteira de Identidade e de Trabalho. Pouco ou nada disso se viu acontecer.
A cidade cresceu e o movimento pela rodoviária também. Já não são apenas 5 mil pessoas por dia e nosso terminal só não é pior que o terminal de Jataizinho. Mas está quase lá...com um detalhe. Lá tem cadeiras para os usuários sentarem. Como diz o professor Mohamed, temos um prefeito de atacado, quando a necessidade básica da população está no varejo. Obras faraônicas e milionárias no atacado, e o básico não encontra um secretário competente que enxergue o varejo.
Milhão em luminárias desnecessárias embaixo de postes já iluminados (chover no molhado) e a UPA, (que custou o preço de duas) com os consultórios desmanchando as paredes e o teto do laboratório despencando aos pedaços (que até precisou ser interditado). Por sinal, o atendimento na UPA melhorou. Mas deixar o cidadão que faz um exame de sangue aguardar seis horas para ter o resultado é um crime quando temos um Laboratório Moderno na cidade que pode entregar em uma hora. E até antes em caso emergencial.
Contratar "posto de coleta" (que tem nome de laboratório só na placa) leva os exames para serem analisados em Cambé, é andar na contramão. Sem contar que este longo percurso pode comprometer o resultado. Planejar o futuro é tão importante como cuidar do básico mas o prefeito dá a entender que já não consegue mais assimilar isso como antigamente.

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