

Zé Maria e Leilane Furlaneto em Maringá conhecendo a UPA para construir a de Ibiporã
A UPA milionária de Ibiporã, é um caso de polícia. Pouco mais de seis anos (inaugurada em 15 de novembro de 2014), o prédio parece que foi rebocado com “leite ninho”,...desmancha sem bater, como diria a campanha publicitária da Nestlé. Há cerca de um ano, o vereador Rafael da Farmácia constatou diversos problemas estruturais na obra, recém inaugurada pelo prefeito José Maria Ferreira que, em campanha havia prometido construir o CAIS - Centro de Atendimento Integrado a Saúde. Ou seja, um mini-hospital com pronto socorro para emergências médicas e odontológicas. Ficou só na promessa. A denúncia do vereador foi para o Ministério Público onde pedia a responsabilização dos responsáveis pela obra já que parte do teto do laboratório havia desabado.
Na oportunidade, o município não tinha condições de ostentar uma UPA, já que seria necessário ter uma população com cerca de 100 mil habitantes, o que não era o caso. O que o prefeito fez? Foi até Maringá conhecer uma recém inaugurada UPA em companhia de sua então secretária de saúde Leilane Furlaneto Rodrigues e em seguida, articularam com a quadrilha do mensalão PT, (Paulo Bernardo, André Vargas e Gleisi Hoffmann entre outros) uma “agremiação” (no português claro, “esquema”) com municípios vizinhos sem nenhuma contrapartida.
O resultado está aí, uma das obras mais caras que todas as UPAS construídas em todo Brasil, e com alterações no projeto o qual o atual prefeito, assumiu a responsabilidade. O resultado está aí. O prédio com risco de provocar uma tragédia.
Para começar, no dia da inauguração da obra, já teve um incêndio. Vão dizer que é intriga de oposição, mas temos memória. A Folha de Londrina assim mancheteou: “Festa de inauguração de UPA termina em incêndio”. Foram 40 minutos de trabalho dos bombeiros e 3 mil litros de água para apagar o fogo da competência.



Reforma
A UPA de Ibiporã custou R$ 3,8 milhões quando as demais no país todo, custaram cerca de R$ 2,5, o que denota desde o início, suspeita de obra superfaturada. Se ninguém incomodou de fiscalizar a obra e denunciar na época, agora é tarde. Mas o que se questiona hoje, é as más condições da obra, cuja responsabilidade em tese, seria da construtora. Em resposta, a empresa justificou que parte da obra teve intervenção do prefeito José Maria, que por contra própria teria feito alteração no projeto, dispensando um arrimo estrutural que futuramente poderia comprometer a estrutura da obra. E é o que está acontecendo. O piso do prédio em vários locais está cedendo, como mostra um vídeo feito ano passado por nossa reportagem e postado nas redes sociais quando a obra ainda estava dentro do prazo de garantia. Acesse:(https://www.youtube.com/watch?v=0sBLy8EQR8g).
Passou-se o tempo, a empresa deu sua justificativa, e lá vai o povo de Ibiporã, pagar de novo pela reforma da super-obra. Vale membrar aqui, que estes R$ 133 mil reais, são somente para o telhado. Recuperar o necessário para garantir segurança aos usuários, estima-se por baixo, mais meio milhão.


Além da situação de abandono que se encontra a UPA, a começar pela entrada das ambulâncias no Pronto Socorro, bloqueada pelas barracas do prefeito, e do jardim tomado pelo mato, em alguns pontos o telhado ameaça a desabar. O grupo “fiscaliza Ibiporã” chega a sugerir que o prédio seja interditado e que o Ministério Público seja informado, o que aliás, já aconteceu no ano passado. Não se tem notícias de alguma ação neste sentido. Pelo menos, não chegou até nosso conhecimento, nem ao vereador que protocolou a denúncia.
O custo mensal para manter a UPA é de cerca de R$ 500 mil, sendo R$ 170 mil repassados pelo governo federal, via Ministério da Saúde, era de R$ 330 mil de contrapartida municipal quando o ex-prefeito João Coloniezi mantinha na unidade cinco médicos. O atual prefeito com a secretária de saúde diminuíram os médicos e cortaram medicamentos para economizar. A UPA atende pacientes de Assaí, Jataizinho, Sertanópolis, Bela Vista, Primeiro de Maio entre outros que não repassam um centavo para custear o atendimento bancado por ibiporã.


Servidor preocupado com as goteiras nas barracas na UPA que chove dentro e molha as gambiarras na fiação elétrica e de internet

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