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Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
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Saúde

Prefeitura de Ibiporã publica "INFORME EPIDEMIOLÓGICO" sobre Saúde em 2025

VIGILÂNCIA DA SÍNDROME GRIPAL E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE - MONITORAMENTO DOS VÍRUS RESPIRATÓRIOS SE 01 A 21/2025

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Prefeitura de Ibiporã publica
📸Divulgação
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APRESENTAÇÃO

O objetivo deste boletim é apresentar o cenário epidemiológico de Covid-19, Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de residentes em Ibiporã, bem como propor recomendações para subsidiar as ações de vigilância, prevenção e controle dos vírus respiratórios. As informações apresentadas neste informe são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 01 a 21, de 2025, ou seja, casos com início de sintomas de 29/12/2024 a 24/05/2025.

DEFINIÇÃO DE CASO

  • Síndrome Gripal (SG) - Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou gustativos.
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão ou dor persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto. ▪ Para efeito de notificação no SIVEP Gripe, devem ser considerados os casos de SRAG hospitalizados ou os óbitos por SRAG independente de hospitalização.

CASOS E ÓBITOS DE COVID-19

Até a semana 21 (18/05/2025 a 24/05/2025) foram notificados 673 casos suspeitos, sendo 150 casos confirmados e 1 óbito. A incidência é de 290 casos a cada 100 mil habitantes e a taxa de mortalidade é de 1,93 óbitos a cada 100 mil habitantes.

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Leia Também:

Figura 1 – Distribuição dos casos de covid-19. Ibiporã, 2025 – até a semana 21.

 CASOS DE SINDROME GRIPAL AGUDA GRAVE

Até a SE 21 (18/05/2025 a 24/05/2025) foram notificados 58 casos de SRAG Hospitalizado residentes em Ibiporã. Destes, 3 (5,1%) foram confirmados para Influenza, 1 (1,7%) como SRAG por outros agentes etiológicos, 12 (20,6%) como SRAG por outros vírus respiratórios, 5 (8,6%) como SRAG por COVID-19, 26 (44,8%) como SRAG não especificado e 11 (18,9%) estão em investigação aguardando confirmação laboratorial (Tabela 1). Entre os outros vírus respiratórios pesquisados estão Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Adenovírus, Bocavírus, Rinovírus e Metapneumovírus, entre outros. Dos casos de SRAG hospitalizado com amostras positivas, 11 foram causados por VSR e 1 por rinovírus. Dentre os óbitos notificados por SRAG, foram confirmados 1 óbito pelo vírus Influenza A, 1 óbito por Covid-19, 2 óbitos por SRAG não especificada e 3 óbitos por outras causas.

Tabela 1 – Casos e óbitos de SRAG segundo classificação final. Ibiporã, 2025 até SE 21

             

Dos 26 casos de SRAG não especificados, 02 não tiveram coleta de amostra, o que representa 3% do total de casos. Destaca-se que os casos de SRAG não especificados correspondem àqueles que tiveram resultados laboratoriais negativos ou inconclusivos, ou ainda os casos para os quais não foi realizada coleta de exames laboratoriais. 

Com relação à vacinação, dos 4 óbitos por vírus respiratórios, 1 foi vacinado contra Influenza em 2024, 3 pacientes foram vacinados contra Covid-19, com ultimo reforço entre 2021 e 2023 e 1 paciente não recebeu nenhuma dose de vacina. O óbito por influenza não tinha nenhuma dose da vacina contra a influenza e o óbito por Covid-19 teve sua última dose contra o agravo em 2022.

PERFIL DAS HOSPITALIZAÇÕES POR COVID-19 NOTIFICADOS NO SIVEP-GRIPE (SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA GRIPE)

Até a SE 21/2025 foram notificados 58 casos de SRAG residentes em Ibiporã. Destes, 48% eram menores de 06 anos de idade e 27% maiores de 60 anos, 40 evoluíram para cura, 4 evoluíram ao óbito pelo agravo, 3 evoluíram ao óbito por outras causas e 11 estão em investigação aguardando confirmação da evolução.

Figura 2 – Distribuição dos casos SRAG segundo faixa etária. Ibiporã, 2025 – até a semana 21.

         

Foi analisada a frequência de sinais e sintomas dos casos hospitalizados de COVID-19 informadas no SIVEP Gripe. Os sintomas mais frequentes nos casos foram tosse (76%), desconforto respiratório (74%), dispneia (65%), saturação O2 < 95% (60%) e febre (57%).

Figura 3 – Sinais e Sintomas prevalentes nos casos de SRAG. Ibiporã, SE 01 a 21/2025

CONSIDERAÇÕES

Quanto ao número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em Ibiporã, observa-se um aumento a partir da semana epidemiológica 18, mantendo o mesmo padrão do ano anterior (2024). O Vírus Sincicial Respiratório representa 92% das amostras positivas para vírus respiratórios, o que o atribui como a causa mais frequente de SRAG no período analisado.

A maior incidência de SRAG entre os extremos de idade (menores de 06 anos e maiores de 60 anos) ocorreu tendo em vista que outros vírus respiratórios foi a principal etiologia identificada em crianças e SRAG não especificada as prevalentes nos maiores de 60 anos.

Todos os casos que evoluíram para o óbito tinham ao menos um fator de risco relatado.

RECOMENDAÇÕES

Medidas de prevenção gerais

Vacinação anual contra a influenza, uma vez que a vacina é a intervenção mais importante para evitar casos graves e mortes pela doença.

  • Vacinação contra a COVID-19 conforme Plano Nacional de Vacinação.
  • Intensificar as medidas que evitam a transmissão dos vírus respiratórios:
  • Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento. No caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel a 70%.
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal.
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
  • Manter os ambientes bem ventilados.
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de Síndrome Gripal.
  • Evitar sair de casa em período de transmissão da doença.
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados).
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
  • Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar os sintomas.
  • Buscar atendimento médico em caso de sinais e sintomas compatíveis com a doença, tais com: aparecimento súbito de: calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e hiperemia conjuntival.

Aos profissionais de saúde

  • Atentar aos sinais de agravamento (piora do quadro clínico) como a persistência ou aumento da febre por mais de três dias, aparecimento de dispneia ou taquipneia, confusão mental, desidratação, entre outros. Orientar o retorno à unidade de saúde nesses casos.
  • Iniciar o uso do antiviral (Oseltamivir), o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 48 horas de início dos sintomas, em todos os casos de síndrome gripal que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal, mesmo em atendimento ambulatorial.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Protocolo    de    Tratamento    de    Influenza    -     2023    do    Ministério    da    Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/influenza/guia-de- manejo-e-tratamento-de-influenza-2023
  2. Guia de Vigilância em Saúde – 2024 do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/tetano-acidental/publicacoes/guia-de-vigilancia-em-saude-6a- edicao.pdf
  3. Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (Covid-19) Na Atenção Primária à Saúde - Versão    8.                  Brasília:     DF.                      Abril             de                   2020:https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20200327_N_01ProtocoloManejover0620200327l_4 724439690741830970.pdf
 
 
FONTE/CRÉDITOS: Núcleo de Comunicação/PMI
Comentários:
Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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