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Sabado, 06 de Junho de 2026
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O Retrato da Linha de Frente: Saúde de Ibiporã é Jogada na "Lata do Lixo" Sob Gestão de José Maria Ferreira

Enquanto isso, sem licitação, o dinheiro fácil corre solto nas contratações artísticas para festa junina. R$ 1 milhão de reais!

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
O Retrato da Linha de Frente: Saúde de Ibiporã é Jogada na
📸Divulgação/Redes Sociais
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    A Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Esperança transforma-se em um monumento ao descaso público em Ibiporã. O cenário de abandono revolta moradores e pacientes dos conjuntos Miguel Petri, Afonso Sarábia e Jamil Sacca, que encontram no local um ambiente insalubre e distante da dignidade prometida pela administração do prefeito José Maria Ferreira (PSD). O caos estrutural e a lentidão no atendimento já motivam o monitoramento da situação pelo Ministério Público.
 
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   Nos banheiros da unidade, a falta de manutenção atinge níveis críticos. Vasos sanitários estão completamente sem condições de uso, as caixas de descarga apresentam defeitos crônicos, o porta papel higiênico já não tem mais tampa e as paredes e tetos acumulam infiltrações severas. A ausência de insumos básicos é evidenciada pelos dispenses de sabonete constantemente vazios, comprometendo a higienização elementar em um espaço que deveria zelar pela saúde coletiva.
 
 
   A precariedade se estende para as áreas de atendimento médico. Na sala de curativos, o improviso dita as regras: a escada utilizada por pacientes para acessar as macas de exames e procedimentos está com um dos degraus quebrado e amarrado com uma cordinha. O risco iminente de acidentes dentro do posto de saúde reflete a desconexão da gestão municipal com a segurança física dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
 
   Para além das barreiras físicas, a eficiência do atendimento é alvo de denúncias graves envolvendo pacientes de alta vulnerabilidade. Uma idosa de 82 anos, sobrevivente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), aguardou por cinco meses para obter o retorno de um pedido de fisioterapia.
 
   Ao receber a resposta do município, foi informado de que terá direito a apenas cinco sessões distribuídas ao longo de um ano inteiro, contrariando a necessidade médica de reabilitação contínua e diária que o quadro clínico exige.
A indignação generalizada ecoa entre as famílias que dependem do posto da Vila Esperança. "A saúde de Ibiporã foi jogada na lata do lixo", desabafa uma usuária do sistema, sintetizando o sentimento de desamparo que atinge a comunidade local. Enquanto os problemas estruturais e a falta de assistência se acumulam, a população cobra providências imediatas do Executivo municipal e aguarda o desfecho das investigações dos órgãos de controle.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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