A publicação do mais recente termo aditivo do Contrato nº 434/2.024 escancara uma realidade indigesta para o contribuinte de Ibiporã: a incapacidade crônica do poder público em cumprir prazos de reformas e o consequente desperdício de dinheiro com aluguéis.
Sob a assinatura da Prefeita em Exercício, Maricélia Soares de Sá, o município prorrogou por mais 4 meses a locação de um imóvel da empresa Vécio Lucio Imóveis Ltda (Proc. Adm. nº 958/2.024). O objetivo? Continuar abrigando a Divisão de Gestão e Saúde Ocupacional (DGSO), já que a reforma da Unidade SCFV - San Rafael simplesmente não fica pronta.
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Mais do que esticar o prazo até 31 de dezembro de 2.026, o aditivo veio acompanhado de um reajuste de 1,737700% pelo IGP-M, elevando o aluguel mensal para R$ 3.646,16. No total, serão injetados mais R$ 14.584,64 dos cofres públicos para pagar por um espaço provisório.
Este cenário levanta questionamentos incômodos que a administração municipal finge não ouvir. O que assistimos em Ibiporã é uma verdadeira epidemia de obras que se arrastam sem qualquer definição de prazo de entrega. Diante desse marasmo generalizado, a população tem todo o direito de perguntar: trata-se de uma incompetência gritante de planejamento ou existe alguém se beneficiando diretamente com a prorrogação eterna dessas locações?
A conta dessa paralisia é alta e o cidadão paga duas vezes: uma pela obra que nunca termina e outra pelo aluguel do puxadinho que se torna permanente. É evidente e urgente a necessidade de uma readequação profunda na Secretaria de Planejamento, uma pasta que hoje parece operar de olhos vendados, incapaz de cronometrar uma reforma básica ou de cobrar agilidade das empreiteiras.
Enquanto o planejamento municipal falhar de forma tão conveniente para os locadores de imóveis, o dinheiro do imposto continuará descendo pelo ralo dos aditivos.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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