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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Curiosidades

Monumento do Cinquentenário do Município fará 24 anos e poucos o conhecem

Junto dele, a "Cápsula do Futuro" guarda imagens e documentos que serão abertos em 2022

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Monumento do Cinquentenário do Município fará 24 anos e poucos o conhecem
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No vai e vem desenfreado do dia a dia, pouca gente se dá conta de nossos marcos históricos e obras de arte.
Ibiporã é uma cidade que possui riquezas em obras de arte e, algumas espalhadas pela cidade que as vezes a população se se dá conta. Uma delas é o “Marco do Cinquentenário”. Obra do finado artista plástico Henrique Aragão encomendada por ocasião do aniversário dos cinquenta anos de Ibiporã. A história de Ibiporã, ao contrário de muitos municípios não foi feita por extraordinários heróis, mas levantada a partir de trabalho duro de famílias que aqui chegaram e constituíram famílias. Ibiporã recebeu imigrantes de várias partes do mundo e, para homenagear estes povos, o artista construiu uma escultura gigante em forma de painel que trás símbolos e signos representando as pessoas que aqui se instalaram, desde a mais nobre, até a mais simples. Por ocasião da inauguração, Aragão falou sobre a obra: “Eu quis mostrar um mosaico de pessoas desconhecidas e não de heróis buscando homenagear homens e mulheres comuns que vieram para cá desbravar em busca de melhoria de vida”. A obra é imponente, e não tem como passar despercebida no canteiro da avenida marginal Ronalt Walter Sodré, em frente ao Super Muffato na saída para Londrina.
A obra foi encomendada pelo então presidente da Câmara Municipal, Rubisney Inácio Pinto e foi projetada e construída pelo artista ibiporaense em concreto e aço inoxidável. Ele possui a forma de um grade “S” deitado e mede 14 metros de comprimento e 3 metros de altura. É composto por 152 peças interligadas, sendo 76 de cada lado formando um grande mural de imagens em revelo. Possui ainda cinco aberturas (como janelas) dispostas de forma arbitrária. Segundo Aragão, o “S” significa “uma grande serpente rastejando, se movendo em direção Leste-Oeste pelas terras férteis da região. As janelas abertas são para dar ideia de obra ainda não acabada, em construção”. Nas peças confeccionadas em forma de gesso, figuram animais, plantas e símbolos cabalísticos desenvolvidas no ateliê do escultor, hoje Casa de Artes de Ibiporã dividem o espaço em harmonia. estão presentes nos símbolos, 24 signos do zodíaco sendo 12 orientais e 12 ocidentais em referência a todos os povos que chegaram a Ibiporã.
Aragão comparou na época a história de Ibiporã com a história de alguns estados norte americanos, como o Colorado que recebeu pessoas que compraram ou ganharam terras do governo para o objetivo de trabalhar e vencer na vida. Ibiporã não teve personagens carismáticos, grandes líderes, mas pessoas comuns e sem tradição homenageadas no painel do artista. “São estas pessoas que estou homenageando”, ressaltou o artista em seu discurso de inauguração. Este redator, estava presente e foi testemunha desta história.
Aragão fez por lembrar a importância do “tudo junto e misturado”, sem distinção de raça, cor, sexo, origem ou religião, até porque Ibiporã possui descendentes de brancos, índios, negros, japoneses, árabes etc.

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“Capsula do Futuro”
Ao lado do painel há outra parte do monumento. Um obelisco com 7 metros de altura e 1,30 metros de largura e, em seu topo, esculturas de Sol e Lua, uma de cada lado construídas em aço inoxidável.  A escultura levou um mês para ser montada no local. No centro da coluna há uma abertura por onde passam os raios de sol da manhã, projetando luz onde está enterrada a “Capsula do Futuro”. A capsula do futuro, é uma espécie de cofre em concreto armado enterrado ao pé do monumento, onde foram depositados pela população, documentos, correspondências para as gerações futuras, fotografias, objetos da época que serão recuperados em 2022. Por vinte e cinco anos, a cápsula permanece fechada  e será aberto no aniversário de 75 anos do município. Em seu interior, o primeiro exemplar do Jornal Folha Regional, que hoje faz parte deste Portal de Notícias e da Folha Web Rádio, nossa rádio na internet. Toda esta obra de Aragão foi auxiliada pelo ex-Secretário de Cultura do Município, artista plástico, professor e arquiteto, Agnaldo Adélio Eduardo. A obras só foi possível graças a contribuição de servidores municipais, empresários de Ibiporã, e vereadores da época. Colaboraram Winny do Brasil, Plax Jet, PVC Brasil, Facial Móveis, TIL Transportes, Eixo Forte, Malharia Fênix, B.Brasil Bebidas, Furgões Londrina, Sucatão, Alumínios Borsato, Jebs Sport, e Rubisney Ignácio Pinto.

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Ely Damasceno

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Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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