As estradas rurais são o caminho pelo qual a produção agropecuária chega aos centros distribuidores e, consequentemente, às indústrias e à mesa do consumidor. Apesar de ser um dos principais elos entre o campo e a cidade, as reclamações quanto ao estado de conservação de tais vias permanecem constantes e, praticamente a cada chuva, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a safra. Situação das vias também atinge os estudantes, que ficam sem acesso ao transporte escolar.
Uma estrada má conservada pode aumentar cerca de 30% o custo da baldeação - transporte da lavoura até os silos de armazenagem. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati, um caminhão que poderia transportar 10 toneladas de soja acaba levando apenas seis ou sete toneladas devido aos problemas nas estradas rurais. Dessa forma, para escoar toda a produção, o produtor precisa contratar mais viagens de frete. Principalmente no transporte de milho e soja, o prejuízo se dá pela quantidade que o produtor deixa de transportar porque a estrada está ruim, reforça.
Entretanto os problemas de má conservação das estradas rurais não se restringem apenas a Londrina. Este basicamente foi o tema da reunião que levou membros da Associação dos Agricultores de Ibiporã até o gabinete do prefeito José Maria Ferreira junto com dezenas de produtores rurais que não couberam na sala ficando gente do lado de fora.
É difícil mensurar os gastos causados pelas más condições das estradas rurais que encontram-se em situações críticas, reclamam os agricultores cujos prejuízo ocorre em função do tempo maior que o produtor leva para escoar a produção em estradas ruins.
Quanto mais rápida a logística, mais barato é o frete defendem os agricultores considerando que os atuais preços do transporte já levam em consideração o atual estado das estradas e, portanto, vias melhores poderiam baratear o frete. As vezes, o transporte por 10 km de estradas ruins sai mais caro do que por 50 km de estradas boas, destaca um agricultor alegando que o preço leva em conta o tipo de estrada, a distância e o tempo do percurso.
Para os agricultores, falta competência por parte da Prefeitura de Ibiporã para fazer a manutenção das estradas rurais. "O responsável pela pasta não tem competência para administrar as estradas rurais", critica um deles. Segundo ele, "é necessário equipamento adequado e pessoal capacitado para que a manutenção da estrada dure mais tempo".
O prefeito teria sido cobrado até mesmo o sentido de “mudar de secretário da pasta”. Apesar de a responsabilidade pela conservação das estradas rurais ser das Secretaria Municipal de Agricultura, não é possível apontar apenas um culpado pelo problema, pois seria necessária uma parceria entre diversos órgãos para resolver a situação. Há quem reclame que não houve investimento para que as estradas fossem restauradas de acordo com a necessidade de cada terreno, levando em conta a condição geográfica de cada propriedade. “A colocação de moledo já seria suficiente em muitos casos. Se o serviço for bem feito, a conservação vai ser melhor e vai demorar mais para que seja preciso reparar a estrada”, esclarece um deles.

Assinatura de convênio que consumirá R$ 4,2 milhões para calçar de paver um trecho da água das abóboras
Agricultores pedem a adequação emergencial de alguns trechos com manutenção provisória para dar condições ao tráfego e, na sequência, cobram a manutenção periódica da estrada. Acerca de três meses, alguns agricultores tiveram que prestar socorro a vários veículos encalhados nas estradas (inclusive no trecho onde a prefeitura está calçando de paver) com tratores e até colheitadeira. Há queixas de agricultor que em época de muitas chuvas precisa deixar o o carro em outra propriedade e seguir a pé até onde mora, porque a estrada não oferece condições.
O prefeito se diz tão parceiro do Governador Ratinho e, entretanto não se tem notícia de haver sido iniciado este ano o Programa de Gestão das Estradas Rurais desenvolvido por meio de parceria entre Seab, Emater e Codapar. O programa tem o objetivo de realizar levantamento, e diagnóstico da situação das estradas rurais de todo o Paraná.
Por meio de consórcios, o Estado oferece 60 patrulhas mecanizadas responsáveis por elaborar esse trabalho mas não se tem notícia de que será aplicado em Ibiporã no segundo semestre como está previsto acontecer na região de Londrina. Apesar da reunião ter grande adesão da categoria, muitos saíram descrentes de que a coisa possa mudar em curto espaço de tempo. A prefeitura está ocupada demais promovendo festa! Em abril, a prefeitura de Ibiporã anunciou assentar mais de 4,2 km de extensão em pavers ao custo de R$ 1 milhão de reais o quilometro sustentando que são duráveis, de simples manutenção, que suportam grandes dimensões e pesos de equipamento, que em tese facilitaria vida do agricultor o que até o momento, não parece ter convencido a categoria. São mais de R$ 4,2 milhões de reais beneficiando poucas propriedades na estrada da Água das Abóboras. O resto da zona rural está na bronca!

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