A Ponte da Integração Jaime Lerner, que liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Presidente Franco, no Paraguai, será inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Inicialmente, o local foi entregue em 2022, no fim do governo Jair Bolsonaro, e desde então não está com tráfego liberado para os veículos por conta de entraves operacionais nas áreas de fiscalização e acesso dos dois países. Este fato lembra uma escola estadual construída em Ibiporã na gestão do ex-prefeito João Toledo Coloniezi, e após concluída, ficou fechada por dois anos até o atual prefeito na época, diretor da Fundepar ser eleito e inaugurar a obra. Coisas da politicagem brasileira.
A obra da ponte começou em agosto de 2019, após acordo firmado entre Brasil e Paraguai. A previsão inicial de entrega era fevereiro de 2022, mas o cronograma foi impactado por atrasos, principalmente no lado paraguaio, causados por dificuldades na implantação da infraestrutura aduaneira, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).
Ausência de rodovia e aduanas impedia acesso
Mesmo após a entrega da ponte, em dezembro de 2022, a falta de aduanas, postos de fiscalização e acessos viários impediu a liberação do tráfego internacional. Para a resolução do problema, foi construída no Brasil a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu, uma rodovia de cerca de 15 quilômetros que conecta a nova ponte à BR-277. No Paraguai, as estruturas necessárias avançaram mais lentamente e só começaram a ser planejadas depois da finalização da ponte.
A Ponte da Integração é uma obra pública federal binacional, resultado de um acordo entre Brasil e Paraguai. A obra foi executada no governo Bolsonaro pelo DER-PR, com investimento de aproximadamente R$ 320 milhões, pagos pela Itaipu Binacional. A estrutura tem 760 metros de extensão e um vão livre de 470 metros — o maior da América Latina.

Obra nova ponte Brasil-Paraguai Marcos Landim/RPC Foz do Iguaçu
Os mastros chegam a 190 metros de altura no lado brasileiro e 185 metros no paraguaio. Projetada inicialmente para receber apenas caminhões, a ponte teve o uso ampliado para todos os tipos de veículos após estudos técnicos, mudança que também contribuiu para o atraso na liberação.
A expectativa é que o funcionamento ocorra de forma gradual, começando pela passagem de caminhões vazios. A nova ligação deve aliviar o tráfego na Ponte da Amizade, principal rota entre os dois países, e conhecida pelas longas filas de veículos. Somente em 2024, segundo a Receita Federal, mais de 150 mil caminhões circularam entre Brasil e Paraguai, movimentando cerca de US$ 8,6 bilhões em comércio bilateral, com cargas como grãos, carne, fertilizantes e máquinas agrícolas.

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