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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Fiscalização e fechamento da feira aborrece comerciantes de Ibiporã

Alguns locais de grande concentração de pessoas não foram incomodados pela fiscalização reclamam internautas

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Fiscalização e fechamento da feira aborrece comerciantes de Ibiporã
Redes sociais/Cleber Pontes/Arquivo Folha
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Neste domingo, devido ao Decreto Municipal que praticamente, fechou o comércio da cidade mantendo apenas os serviços considerados “essenciais”, a tradicional feira livre, não funcionou. Talvez a feira não seja tão importante como academias, cujo projeto de Lei de autoria de um vereador está em votação na Câmara, ou quem sabe no salão da pedóloga, mulher do chefe de comunicação da prefeitura municipal considerados como atividade essencial a saúde. Cada coisa a seu tempo. A fiscalização já iniciada pela prefeitura municipal e demais órgãos de fiscalização como Polícia Militar, Policia Civil e Bombeiros deve prosseguir até o final do decreto. Trechos da avenida Paraná foram fiscalizados e, quem abriu desobedecendo o decreto, foi no mínimo advertido, senão multado. Numa rápida passagem pela cidade na tarde de ontem, pudemos observar que alguns estabelecimentos abriram e não foram incomodados, como o contêiner da  Garapeira praticamente  em frente ao pelotão da Policia Militar, uma loja de confecções, e borracharias. Entretanto, quem precisou de um auto elétrica, não encontrou nenhuma aberta. Curiosamente alguns estabelecimentos visitados não apresentavam nenhuma aglomeração, ao passo que num hipermercado da cidade, o que se viu num vídeo postado nas redes sociais, parecia o caos. Logo esta fiscalização está confusa. Uma pequena barbearia no centro, foi advertida por estar com meia-porta e o proprietário fazendo a limpeza. Risco muito grande ao passo que o hipermercado lotado, não oferecia nenhum risco. Dois pesos e duas medidas serão sempre práticas de discriminação entre grandes e pequenos do ponto de vista político?
Levando em conta que o decreto já era previsto há quase uma semana, desde o pronunciamento do governador que acenava para uma restrição mais drástica, a prefeitura de Ibiporã já estudava o que ia fechar ou não.
A feira livre foi uma delas. Ora, se a feira livre não funcionaria, não justifica a locação de banheiros químicos como de costume, o que demonstra uma falta de competência na administração do decreto. Quem é que vai pagar por isso? Outra vez a população?

Se o prefeito José Maria Ferreira, já estava ciente de que iria fechar a feira no domingo, sua administração teve tempo de sobra para comunicar a empresa locatária dos banheiros químicos e suspendê-las, como prevê o contrato. Senão vejamos: Cláusula quarta: Das Condições Gerais:.
4.1.As datas, horários, quantidades e locais serão definidos pela Administração Municipal em um prazo de 03 (três) dias antes da realização do evento. 4.1.1.Ressalta-se que essas datas podem ser alteradas caso o Município assim entenda. Essas alterações serão informadas com antecedência, respeitando o prazo acima estipulado, 03(três)dias. Portanto, falhou a administração municipal e quem paga pelo serviço não utilizado é a população.
Quanto custa para o contribuinte pagar pela locação deste serviço? E pelas tendas no pátio da UPA?
Considerando que em plena pandemia, o risco de utilizar um sanitário neste modelo, onde no uso coletivo não se vê nenhum tipo de desinfecção, parece não preocupar as autoridades de saúde do município. Logo, ainda que a feira fosse liberada, estes banheiros não seriam compatíveis com os protocolos de segurança contra o corona vírus. 

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Novos banheiros químicos
Já existem disponíveis para locação, banheiros químicos específicos para atender os protocolos de segurança, assim como adotou o município de Cidreira. O container banheiro químico. 
Cada container conta com servidores que atuam na higienização, contribuindo diretamente nas ações de combate ao Covid-19. E que funcionam das 9 às 21 horas.  A vigilância sanitária vistoriou a instalação e aprovou o modo de funcionamento dessas unidades, principalmente pela presença dos servidores que atuam na desinfecção após o uso. 


Em Londrina, feira do Cincão atendeu a população obedecendo protocolos
Enquanto o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, reúne os prefeitos da região para “botar-pira” e fechar tudo, abre mão da maior feira da região nos Cinco Conjuntos. O Portal de notícias News Londrina postou agora pela manhã uma nota sobre o funcionamento normal da feira na avenida Saul Elkind, onde os profissionais atenderam a população de maneira organizada e obedecendo os protocolos de segurança. Em foto postada no portal é possível ver o distanciamento social das pessoas, bem como a não aglomeração nas barracas e nas ruas. Porque aqui em Ibiporã uma feira cujo porte é apenas 5% daquela região, não pode funcionar? Porque o prefeito tem alguns desafetos, (não eleitores) que já o vimos perseguir, como aquela senhora da barraca de pastéis que foi praticamente obrigada a deixar a profissão? Ou por não ter competência de manter a devida segurança necessária e tão cobrada pelos feirantes? Retaliação? É desta forma que a administração municipal está respeitando sua população e retribuindo sua confiança pelo voto? Fica aqui para o leitor uma reflexão.

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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