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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Entre Família e a Lei: Câmara de Ibiporã vive apagão de transparência sob comando do filho do prefeito

O descumprimento de prazos para pedidos de informação, denunciado por vereadores, levanta suspeitas sobre o papel fiscalizador da Casa de Leis e a isenção da presidência frente ao Executivo.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Entre Família e a Lei: Câmara de Ibiporã vive apagão de transparência sob comando do filho do prefeito
📸Arquivo/CMI - Rafael Eik Ferreira: Legislativo sob comando encabrestado?
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   A Câmara Municipal de Ibiporã atravessa um período de tensão que coloca em xeque a autonomia dos poderes. No centro da polêmica está a gestão do atual presidente da Casa — filho do prefeito José Maria Ferreira —, reclamado por seus pares de "engavetar" o Regimento Interno para blindar a administração do próprio pai.
 
   Vereadores como Hugo Furrier (MDB) e Rafael da Farmácia (PSD) têm vindo a público denunciar o que chamam de uma "afronta" às normas legislativas. O principal ponto de discórdia é o desrespeito sistemático aos prazos regimentais para o envio de respostas a pedidos de informações. Rafael é enfático ao descrever o sentimento de impotência da bancada e reclama: "A gente pede as coisas e não vem sendo atendido". Não muito diferente de quando estava no MDB e reclamava da mesma situação. A mudança de partido, parece não ter surtido o efeito esperado pelo vereador.
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  O caso mais emblemático de morosidade envolve um requerimento de Hugo Furrier, datado de 10 de novembro de 2025, que até o momento permanece sem qualquer retorno oficial. Um segundo requerimento datado de 19 de fevereiro, segue a mesma sorte. Pela legislação vigente e pelo Regimento Interno da Câmara, pedidos de informação possuem prazos peremptórios que visam garantir que o vereador possa exercer sua função precípua: fiscalizar o uso do dinheiro público.
 
O "Fator Parentesco" e a Fiscalização Capenga
   A crítica que ecoa nos corredores do Legislativo não é apenas técnica, mas política e ética. Quando o presidente da Câmara — responsável por cobrar agilidade do Executivo — é o próprio filho do prefeito, o conflito de interesses deixa de ser uma suposição para se tornar um obstáculo prático à transparência.
   Ao não cobrar o cumprimento dos prazos regimentais, a presidência da Câmara desidrata o poder de fiscalização dos demais vereadores. Sem dados e sem respostas, o papel do parlamentar é reduzido a uma figura decorativa, enquanto a prefeitura opera em uma zona de conforto livre de questionamentos documentados.
 
Afronta ao Regimento
    O Regimento Interno não é uma sugestão; é a "bíblia" que baliza o comportamento e as obrigações dos representantes do povo. Ignorar os prazos para pedidos de informação configura uma obstrução ao exercício do mandato parlamentar. Para os críticos, essa postura não é apenas uma falha administrativa, mas uma vergonha democrática que compromete a imagem de Ibiporã.
 
   Enquanto os requerimentos acumulam poeira nas gavetas da prefeitura ou da presidência, a população fica às cegas sobre a aplicação de recursos e a execução de serviços públicos. Resta saber até quando o "laço de sangue" pesará mais que o compromisso com o rito legislativo e o direito fundamental à informação. O que o presidente está esperando? Outra denúncia no Ministério Público por prevaricação no cargo?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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