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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026
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Crédito milionário sob suspeita: Executivo pede R$ 3,9 milhões enquanto gastos na Câmara estouram o teto

Remendos na contabilidade: Novo pedido de crédito especial escancara falhas graves no planejamento orçamentário do município.

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Crédito milionário sob suspeita: Executivo pede R$ 3,9 milhões enquanto gastos na Câmara estouram o teto
📸Imagem meramente ilustrativa (IA)
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   O Poder Executivo Municipal enviou à Câmara o Projeto de Lei nº 026/2026, solicitando a abertura de um crédito adicional especial de até R$ 3.925.000,00 para o orçamento de 2026. A proposta foi aprovada em primeira discussão nesta Ordem do Dia. O mecanismo é legalmente respaldado para despesas sem dotação específica, mas a manobra acende um sinal de alerta vermelho sobre a real saúde financeira do município e a falta de planejamento crônica dos gestores públicos.
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| Proposta Orçamentária     | Objetivo Oficial                 | Cenário de Crise Oculto            |
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| PL nº 026/2026            | Criar novas dotações para        | Falta de planejamento e suspeita   |
| Até R$ 3.925.000,00       | "necessidades da Administração". | de colapso em setores essenciais.  |
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A necessidade do pedido: Flexibilidade ou incompetência?
A justificativa técnica para um crédito adicional especial é a adequação a imprevistos. No entanto, demandar quase R$ 4 milhões na reta final do ano orçamentário levanta questionamentos profundos:
  • Erros de previsão: O orçamento anual deveria prever as demandas estruturais da cidade. O pedido recorrente de créditos especiais mascara a incompetência em planejar o básico.
  • Prioridades invertidas: Enquanto novas dotações são abertas por "conveniência política", serviços essenciais operam no limite.
  • Falta de transparência: O texto do Executivo fala genericamente em "atender às necessidades da Administração", sem detalhar imediatamente quais setores receberão o dinheiro.
Farra de gastos: O exemplo que vem do Legislativo
A análise crítica deste pedido não pode ocorrer no vácuo. Ela ganha contornos dramáticos quando contrastada com a realidade da própria Câmara Municipal, que já estourou o seu orçamento programado para o ano.
  • Abuso de despesas: O estouro do teto do Legislativo é o reflexo direto de excessos com funcionalismo, contratos inflados e ausência de austeridade.
  • Efeito dominó: Quando a Câmara esgota seus recursos precocemente, ela força o município a remanejar verbas, gerando uma suposta quebra financeira em setores que realmente atendem a população na ponta (como saúde, educação e saneamento).
  • Blindagem política: Parlamentares gastam além da conta sabendo que o Executivo usará de manobras contábeis para cobrir os rombos, transformando o orçamento público em uma peça de ficção.
O perigo da quebra financeira maquiada
A abertura de novos créditos sem o devido lastro em receitas reais geradas — dependendo, em vez disso, de anulação de outras dotações ou superávit passado — gera um desequilíbrio perigoso. Se a prefeitura precisa tirar de um setor para cobrir os excessos de outro, a população paga a conta com a precarização dos serviços. O PL nº 026/2026, portanto, não é apenas um ajuste técnico; é o sintoma de uma máquina pública inchada e incapaz de controlar os próprios gastos.
O projeto agora retorna ao Plenário para segunda discussão e votação final. Cabe aos parlamentares — os mesmos que falharam em gerir o próprio teto — exigir o detalhamento cirúrgico de onde cada centavo desses R$ 3,9 milhões será aplicado, sob pena de assinarem um cheque em branco para a má gestão.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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