A influência de politico de carreira e sua rede de poder na política é fruto de tráfico de influência ao longo dos anos. Mais do que uma peste nociva, é uma herança maldita que se adapta e permanece enraizada eleição pós eleição. Essa dinâmica manifesta-se através de diferentes mecanismos, conhecidos como dinastia ou clãs familiares onde quem não detém mandato eletivo, entra na fila do nepotismo ignorado, nomeados em cargos de confiança sem nenhuma parcimônia.
E seguem ocupando cargos por gerações, tratando o poder público como uma espécie de "herança de família". A hereditariedade, tem nome e sobrenome e funciona como um "filtro" para o eleitor, muitas vezes substituindo a ideologia partidária ou propostas programáticas.
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Mesmo num município tupiniquim, o modelo de controle institucional de poder, vem do mau exemplo de mais da metade dos prefeitos de capitais e cerca de 70% dos senadores que igualmente possuem vínculos com famílias políticas históricas.
Estes grupos mantém estratégia partidária onde grupos familiares costumam se dividir entre diferentes partidos para garantir o controle do processo político, independentemente de qual legenda vença.
troca direta de bens, serviços ou empregos públicos por apoio eleitoral.controle do orçamento e cargos municipais para reforçar sua estrutura de influência e garantir a fidelidade de sua base.
O favorecimento de parentes e aliados em cargos de confiança é uma prática comum para manter o controle sobre recursos estratégicos.
Usa o serviço público como moeda de troca, blindando-se com farta assessoria jurídica garantida pela distribuição de cargos a cônjuges e familiares destes que se prestam a serviço sujo.
É a evolução do Coronelismo e Mandonismo clássico baseado na posse de poder, nas intimidações, e perseguição a desafetos políticos quando não a violência psicológica com assédios judiciais.
A figura do coronel ainda hoje persiste à partir do momento em que que exerce autoridade privada sobre a esfera pública e servidores persistindo e operando através de redes de contatos e influência em instituições o que não é surpresa se não chegar até o judiciário, promovendo transferência de promotores e juízes que não ousam se corromper.
Usa seus puxa-sacos, empregados com gordos salários em cargos de confiança para frequentemente utilizar programas sociais e políticas públicas para fortalecer essas redes de influência.
Esse fenômeno, que remonta ao período colonial e ao coronelismo, perpetua-se na democracia atual através da herança de cargos, clientelismo e controle dos recursos locais.
Estudos apontam que, em muitos casos, o sobrenome e a biografia familiar importam mais para a ascensão política do que o mérito ou propostas. E o eleitor mal intencionado, corrupto ou analfabeto justifica: "Vou votar em fulano para não perder meu voto"! Está aí o país na merda para comprovar isso!
O sujeito pode ser ruim de serviço, mas se elege com dinheiro fácil, o sobrenome do pai e suas redes de influência, sobretudo o clientelismo (troca de favores por votos). Desta forma é conduzida a máquina pública para manutenção do poder em família.
A transferência de poder político de pai para filho no Brasil perpetua e consolida sobrenomes tradicionais, utilizando o capital político acumulado para facilitar eleições, especialmente em câmaras municipais. Essa prática reflete um caráter conservador na política, dificultando a renovação e mantendo estruturas de poder por gerações, com exemplos notórios como Sarneys e Calheiros.
O politico de carreira, é maquiavélico. Usa pequenos grupos de interesse monopolizando o cenário político, econômico e cultural, alinhando-se com governos estaduais e federais para garantir recursos em troca de apoio fiel. Neste particular, usa a estrutura do poder e a política local moldada por uma rede de relações que envolve, além de laços familiares, empresários, sistema judiciário e líderes locais, consolidando a desigualdade e a dificuldade de renovação política.
Está sempre investindo em alguém próximo para não entregar a rapadura.
O fenômeno cria "negócios de família" políticos, onde cadeiras no Congresso são ocupadas por gerações da mesma família, limitando a entrada de novas lideranças. Câmaras municipais funcionam como "laboratório" ou a base da pirâmide para iniciar herdeiros na vida pública, como evidenciado em vários municípios, inclusive aqui.
A Constituição Federal tenta limitar essa prática proibindo o parentesco (filho/neto) de governadores de se candidatarem a prefeito ou vereador no mesmo estado, mas a estratégia se adapta em outras esferas. Embora tradicional, a manutenção do poder familiar enfrenta crescente rejeição de eleitores jovens e movimentos que buscam renovação, embora ainda com impacto limitado em eleições. Mas uma hora a coisa muda!
Essa estrutura muitas vezes gera um ambiente de baixo nível de competitividade, onde a manutenção da hegemonia familiar se sobrepõe ao interesse público e à alternância de poder. E nesse modelo de política onde a democracia é apenas uma utopia, quem perde é a sociedade!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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