O município de Paranavaí, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, deu início a instalação dos primeiros bebedouros públicos nas praças da cidade. As estações de hidratação em locais públicos são mais uma iniciativa do município pensando no bem-estar e qualidade de vida da população. Quem passar pela Praça dos Pioneiros vai notar duas estações de água gelada com três saídas diferentes.
A comum, que pode ser coletada com uma garrafa; uma destinada para pets e outra em forma de nuvem de água para se refrescar nos dias mais quentes. “Procuramos sempre estar um passo à frente, por isso, estamos sempre em busca de novas tecnologias e equipamentos que possam oferecer o melhor à população. A estação dispõe de fornecimento de água gelada com uma temperatura entre 3° à 6°C. Para utilizá-la, basta apenas olhar na identificação do equipamento e acionar o botão desejado”, disse o secretário de Meio Ambiente, Camargo Neto.
Esse é apenas o primeiro espaço público de Paranavaí que conta com a instalação das estações de água. “Faremos mais instalações nas próximas semanas e a população terá acesso a água de qualidade nos locais públicos. O nosso único pedido é que as pessoas utilizem de forma consciente e sem desperdício”, completou o secretário.
Em Ibiporã
Na gestão do ex-prefeito João Toledo Coloniezi, o Samae de Ibiporã instalou um bebedouro de água gelada na Praça Pio XII, atendendo um pedido do vereador Rafael da Farmácia. A medida na época agradou os frequentadores da praça, especialmente os aposentados que passam parte do dia ali. Os taxistas também aprovaram a ideia porém, o bebedouro em pouco tempo foi alvo de vandalismo e posteriormente retirado do local. Outro local que também já teve bebedouro de água gelada e igualmente foi retirado pelo mesmo motivo, foi na quadra de esportes do Jardim San Rafael.
Água de graça é polêmica
Em Porto Alegre, a Comissão de Legislação Participativa na Câmara Municipal aprovou proposta que obriga boates, shoppings, cinemas e parques temáticos a disponibilizar para seus clientes bebedouros públicos com água gelada. O texto aprovado partiu de sugestão (SUG 17/95) do Instituto Cuidar Jovem, organização não-governamental de Porto Alegre, acatado pelo relator na CLP, deputado Nelson Marquezelli (PTB).
De acordo com a proposta, que tem o objetivo de preservar a saúde dos frequentadores desses lugares, o estabelecimento que se negar a fornecer água potável fica sujeito a penas por infração ao direito do consumidor, que variam de multa a cassação da licença de funcionamento.

O relator foi favorável á proposta já que, em sua opinião, não vai causar polêmica entre donos de bares e casas noturnas. “Isso porque o comerciante hoje já está entendendo que a saúde do cliente é importante para ele. Por isso um copo d'água não vai matar ninguém e vai salvar muitas vidas”, pondera Marquezelli. Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel), no entanto, é contrária à medida e ingressou na justiça contra lei estadual semelhante. O advogado da instituição, Diego Andrade, disse que a proposta fere o princípio da livre atividade econômica. "Essa lei fere os princípios da ordem econômica, pois ela tenta impor à atividade empresarial o dever de oferecer um bem econômico, que é a água, como se ele fosse livre, ilimitado e gratuito. O comércio da água potável faz parte da atividade empresarial, de bares e restaurantes, principalmente de casas noturnas."
Tramitação
Aprovada pela CLP, a sugestão passará a tramitar como um projeto de lei, que ainda será numerado e distribuído para análise das comissões técnicas da Câmara.


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