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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Londrina

"Carnaval melado" em Londrina, teve intervenção do Ministério Público

Suspensão do evento programado no CSU, não foi por simples desistência de bloco

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
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   O evento do polêmico carnaval de rua em Londrina, mal programado para acontecer no CSU, Centro Social Urbano em Londrina, onde o Corpo de Bombeiros foi informado que a licença seria para receber duas mil pessoas quando eram esperadas mais de 30 mil, foi um fiasco. Não só pela desorganização, e o desafio para a segurança pública num lugar aberto e sem a possibilidade de controle aos acessos, bem como a falta de estrutura para o público esperado.

A desistência do grupo "Bafo quente" não ocorreu ao acaso como quis fazer crer o Secretário de Cultura Bernardo Pelegrinni,  mas nos bastidores teve intervenção do Ministério Público que havia expedido ainda na semana passada uma recomendação administrativa ao Município de Londrina, para que fossem adotadas providências de modo a evitar a ocorrência de danos ambientais durante as festividades.   O local indicado pela Prefeitura conta com uma área verde atravessada por córrego tratando-se de uma área de Preservação Ambiental - APP o que demandou atenção da 20ª Promotoria de Justiça na última sexta-feira 10.

    A finalidade, segundo o MP era evitar ocorrências semelhantes às observadas no Carnaval do ano passado, quando foram registrados diversos danos ambientais no Jardim Botânico, local que sediou os festejos em 2023. A recomendação foi dirigida ao prefeito de Londrina, Marcelo Belinati e aos secretários municipais de Cultura e do Ambiente e aos diretores-presidentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).

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Avaliação – O documento orientou que fossem analisados pelos gestores públicos aspectos ambientais dos espaços escolhidos para sediar os eventos, devendo ser feita efetiva avaliação e caracterização ambiental dos locais, inclusive com vistoria presencial por técnicos da Secretaria Municipal de Ambiente. Deveriam ser adotadas medidas mitigadoras e preventivas específicas para cada localidade, sendo indicada a avaliação quanto à pertinência de isolamento da área de preservação permanente ou de ninhos de aves e animais, dentre outros pontos considerados estratégicas para a fauna e a flora locais. Caso tal avaliação leve à conclusão de que não é aconselhável a execução de eventos no CSU, a Promotoria de Justiça recomenda a transferência das festas para outro local que seja adequado.

    Outra providência recomendada foi a disponibilização de sanitários químicos em quantidade suficiente para atender o público previsto em todas as festas que ocorrerem durante o feriado de Carnaval, além da instalação de recipientes para a disposição de resíduos e a varrição das áreas de modo contínuo ao longo do evento.

Educação – Com foco na educação ambiental da população, a Promotoria de Justiça recomendou ainda que fossem aproveitadas as estruturas dos eventos de Carnaval para a disseminação de campanhas educativas que informem a população sobre a importância do descarte adequado de resíduos, além da indicação clara e didática dos locais onde estarão instalados sanitários e recipientes coletores de resíduos. Também foi apontado que os gestores públicos destinatários da recomendação ponderem sobre a possibilidade de substituir o vidro por latinhas.

    O documento do Ministério Público lembrou aos destinatários da recomendação as respectivas responsabilidades quanto à conservação do patrimônio ambiental, estando os gestores públicos sujeitos a eventuais medidas judiciais a serem adotadas em caso de danos importantes ao meio ambiente. Foi concedido prazo de 48 horas para a avaliação ambiental dos locais escolhidos para as festas e para o planejamento referente aos sanitários e ao descarte de resíduos e três dias para a comprovação de que serão promovidas ações educativas durante os eventos. Resumindo, o carnaval em Londrina ocorreu exatamente como não foi planejado. Um fiasco. Perguntar não ofende: Ainda vai sair os R$ 100 mil reais para os cofres públicos para o grupo carnavalesco que não pode se apresentar?

FONTE/CRÉDITOS: Ministério Público do Paraná
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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