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Domingo, 18 de Janeiro de 2026
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Câmara se reúne com presidentes de partidos para discutirem aumento de cadeiras no legislativo

Convocação foi feita pela mesa diretora comandada pelo presidente da Casa, vereador Rafael Eik Ferreira (PSD)

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Câmara se reúne com presidentes de partidos para discutirem aumento de cadeiras no legislativo
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    Vereadores da Câmara Municipal de Ibiporã se reuniram na tarde de ontem com os presidentes dos partidos políticos em atividade no município para discutirem o aumento de cadeiras no legislativo. A convocação de última hora, surpreendeu alguns presidentes que já tinham outros compromissos agendados, porém a reunião foi bem representada.

   A pressa em agilizar as discussões ocorrem em todos os municípios após a Câmara Federal aumentar de 513 para 531 deputados federais. O efeito cascata está sendo discutindo nos legislativos de todas as cidades do país, e em Ibiporã, vereadores começaram a pensar no aumento do número de parlamentares de 9 que pode chegar a 15, mas no entendimento de alguns, 13 seria razoável mas deverá ficar em 11 para a eleição de 2028. O prazo final para a realização dessas alterações é o dia 5 de agosto, coincidindo com o último dia de prazo para realização das convenções partidárias, informou o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

   A proposta para aumentar o número de vereadores é feita pela Mesa Diretora, através de projeto de resolução, que encaminhado ao plenário e, se a maioria concordar, a decisão é comunicada a Justiça Eleitoral. No Brasil, a Constituição da República (artigo 29, inciso IV) dispõe sobre o número de vereadores em cada cidade, sem determinar um número específico ou mesmo uma quantidade mínima de cadeiras nos parlamentos. É apenas colocado um número máximo de vagas nas Câmaras Municipais, a depender do tamanho da população de cada localidade.  Respeitado esse limite, a lei orgânica de cada município poderá prever o número de cadeiras disponíveis, podendo ser, inclusive, menor do que o teto como já ocorreu quando o município de Ibiporã reduziu de 11 para 9 cadeiras. Na oportunidade, o município de Arapongas seguiu o exemplo de Ibiporã.

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   A Câmara Municipal de Ibiporã poderia ter 15 cadeiras desde a última eleição porém as discussões acerca do desse número na oportunidade, não era bem vista pela população e sequer havia justificativa. Entretanto há na sociedade até quem defenda ser demais 9 cadeiras que já foram 11 e julgados desnecessário tantos parlamentares pelo que é entregue no chamado "custo benefício".

Falta representatividade feminina
   A falta de representatividade feminina nas câmaras municipais foi um dos temas abordados na reunião, senão o mais importante. A presidente do MDB, Dra. Carolina Sacca e a professora Ângela Garcia, presidente do Podemos opinaram a respeito.  Ambas concordam que apesar de as mulheres serem maioria no eleitorado, a participação feminina em cargos políticos, especialmente em legislativos municipais, ainda é baixa. Isso significa que as mulheres não estão sendo representadas de forma adequada nos espaços de tomada de decisão em nível local.

Dra. Carolina Sacca (MDB) e professora Ângela Garcia (Podemos) "Falta representação da mulher"

   Carolina Sacca destacou que o número de mulheres eleitas para as câmaras municipais não refletem a proporção de mulheres na população ou no eleitorado e mantém a máxima equivocada de que “mulher não vota em mulher. Esta é uma realidade que precisa mudar”, defende a presidente do MDB.
    Já a presidente do Podemos, Angela Garcia abordou que as cotas de candidaturas femininas não são totalmente cumpridas, e em muitos municípios, a representação feminina continua baixa e por vezes, existem apenas para cumprir a legislação, fato este também apontado em relatório do Observatório Nacional da Mulher na Política.

    Em Ibiporã percebe-se que a participação da mulher em campanhas eleitorais, dá-se apenas como estratégia para minar candidatura de outras siglas, que agregam pessoas da mesma família o que divide os votos e não elege nenhum dos dois. Quando não surge candidata com campanha bancada por grupo de interesse que é surpreendido após a eleita “virar casaca” agraciada como líder do prefeito e presidente da Câmara. Interesses pessoais, vida curta na política e um mandato só.  "Político que se vende não vale o que recebe" como diz a expressão popular que critica a corrupção e a falta de ética na política. E isso não é teoria, ofensa ou desacato, é fato visto, testemunhado e consumado. E isso por vezes, faz a população ter desconfiança e pensar duas vezes antes de votar.

   “A participação da mulher na política enfrentam diversas barreiras incluindo estereótipos de gênero, dificuldades em conciliar vida pessoal e profissional, e as vezes por falta de apoio financeiro. A falta de representatividade feminina pode levar a políticas públicas que não atendem às necessidades e prioridades das mulheres, impactando negativamente o desenvolvimento local e a qualidade de vida”, observa Dra. Carolina Sacca que já foi candidata a deputada federal e a vereadora, à exemplo também da professora Angela Garcia. Ambas já sentiram na pele, a dificuldade de enfrentar duas eleições, e se decepcionarem com o resultado, mesmo com todo o empenho desprendido na campanha.

    Em toda sua história política, Ibiporã só teve cinco mulheres no legislativo e por duas vezes, duas representantes num só mandato.  Maria Lucia Pierro (1989-1992), Lourdes Narciso e Cidinha Cembranelli (1997-2000), Maria do Sindicato e Mari de Sá (2009-2012). Lourdes Narciso e Mari de Sá, três mandatos cada. E por fim, Maria Galera (2021-2024). De todas,  Mari de Sá chegou a prefeitura como vice prefeita, cargo que já foi ocupado também por outra mulher, Sandra Moya de Moraes Lacerda . Ambas vice de José Maria Ferreira que vive o drama de não eleger a esposa ou suas vices. Tanto é que Mari de Sá possivelmente não será a candidata do prefeito na próxima eleição. Isto já teria sido "acertado" quando assumiu a direção do Samae, embora ninguém assuma. Fato é que as costuras de apoio já definiu o candidato do prefeito, falta apenas o vice que será apontado em pesquisa pré campanha até meados do ano que vem.

   Ao final da reunião a decisão é praticamente unânime em aumentar o número de vereadores, considerando que a participação feminina possa ganhar maior representação porém deve ficar nas 11 cadeiras. Ficou a sugestão de que a Mesa Executiva deva dar maior publicidade as discussões do tema junto à sociedade e, especialmente a todos os partidos, a fim de que ninguém venha reclamar que as medidas a serem tomadas não foram amplamente debatidas.  

   O que se lamenta no legislativo é falta de participação da sociedade nas discussões políticas que afetarão o município. Em relação ao impacto financeiro, entende-se de comum acordo não haver aumento de despesas, mesmo com os salários dos novos pares e assessores, considerando que anualmente há sobra de recursos no legislativo que são devolvidos à prefeitura. A Câmara acaba de passar por reforma porém não foi considerado a necessidade de criar-se novos gabinetes. As discussões seguem em agendas a serem anunciadas oportunamente.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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