A aprovação de mais um empréstimo de R$ 23 milhões pela Câmara de Ibiporã escancara o abismo entre a velocidade da prefeitura para contrair dívidas e a lentidão para entregar serviços básicos à população. Com esse novo montante, a atual gestão já soma impressionantes R$ 98 milhões em empréstimos autorizados. No entanto, enquanto os cofres recebem cifras milionárias, as demandas históricas do município seguem travadas pela falta de resolutividade do Poder Executivo.
Essa paralisia administrativa ficou evidente no posicionamento do vereador Professor Mohamed. Ao votar a favor do crédito, o parlamentar sublinhou que suas indicações não são repetições vazias, mas sim o reflexo de promessas não cumpridas pela administração pública. O contraste é alarmante: para assinar contratos de dívidas que comprometerão o futuro da cidade, a eficiência do governo é imediata; para tirar do papel projetos essenciais, falta gestão.
Entre as cobranças legítimas que a prefeitura finge não ver, destacam-se três frentes urgentes:
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- Saúde e Proteção Animal: A promessa de um Centro de Atendimento e Acolhimento Pet continua no papel. A cidade carece de uma estrutura pública para exames, cirurgias e pronto-socorro para cães, gatos e cavalos vítimas de maus-tratos. Nem mesmo o básico — como firmar convênios com clínicas e universidades — foi feito.
- Abandono do Espaço Público: A Praça Eugênio Esperândio, localizada em ponto estratégico da cidade, agoniza sem manutenção. Falta o mínimo: limpeza, pintura e recuperação de canteiros.
- Turismo e Economia Travados: O crescimento da tradicional Festa Junina e o potencial para feiras e congressos exigem a construção de um Centro de Eventos e Convenções. A falta de infraestrutura impede Ibiporã de gerar emprego e renda o ano todo.
A cobrança do legislativo deixa claro que tudo anda à revelia da falta de vontade política. Angariar R$ 98 milhões em empréstimos exige responsabilidade fiscal e, acima de tudo, capacidade de entrega. Ibiporã não pode ser eficiente apenas para se endividar; o cidadão exige que essa mesma agilidade seja aplicada na saúde animal, na infraestrutura urbana e no desenvolvimento do município.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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