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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
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Política

A política na sua essência mais lógica: nem direita, nem esquerda, nem centro...

A receita é igual para todos...o que faz a diferença é o caráter de quem comanda

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A política na sua essência mais lógica: nem direita, nem esquerda, nem centro...
📸Reprodução/Blog do Esmael
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    Tenho acompanhado os bastidores da sucessão ao Governo do Estado do Paraná e vejo muito mi-mi-mi acerca de decisões que são tomadas entre quatro paredes. Costumo dizer que a Política é a arte de trair os próprios princípios para manter os próprios privilégios. Nosso prefeito que o diga...
    Mas o ponto aqui é outro, quando a política do Paraná está dando uma aula prática sobre como funciona o poder dentro do Governo. Seja ele de direita, seja centro ou de esquerda! Afinal, qual é a verdadeira identidade do Governo Ratinho Junior?

  Senão vejamos: quero fazer uma análise sobre a situação de Cristina Graeml, uma competente jornalista e política curitibana, conhecida por sua atuação de 34 anos na imprensa, incluindo passagens pela RPC (afiliada Globo) e Gazeta do Povo.  Pois bem, em 2024, entrou na política destacando-se como candidata à prefeitura de Curitiba pelo PMB, chegando ao segundo turno, e posteriormente filiou-se ao Podemos, anunciando pré-candidatura ao Senado. Ela foi as ruas, defendeu bandeiras, participou de mobilizações e construiu sua própria imagem alinhada ao bolsonarismo. Apostou alto no projeto.

   Resultado? O senador Flávio Bolsonaro declarou publicamente que não apoiará a sua candidatura. Se tornou risco...
É aqui que queria chegar, senão vejamos.  Quando o cálculo muda, o apoio evapora. Alexandre Curi sempre caminhou alinhado ao governo estadual, sustentou pautas e ajudou a manter a estabilidade política. Fidelidade nunca foi colocada em dúvida.

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   Agora cresce nos bastidores a articulação de Ratinho Junior para lançar Guto Silva como sucessor. A lógica é simples: quem controla a máquina escolhe quem continua. O resto aguarda a decisão. É aqui o ponto central. Se aliados são descartados quando deixam de ser estratégicos...isto quer dizer que só acontece com a direita?

   Se fidelidade não garante reciprocidade... Se quem vestiu a camisa é deixado de lado quando convém...isso só acontece com a direita? Ou a receita é a mesma para todos, direta, centro e esquerda? O que faz a diferença é o caráter de quem comanda. No fundo é como dizem, na política somos todos iguais o que faz a diferença é caráter e número de CPF. Sem bem que tem aqueles que arrumam dois.

   Se no quadro político eleitoral é assim que funciona, o que dizer do cidadão comum? Alexandre Curi ou Guto Silva? Um dos dois será fatalmente descartado. É assim que a política segue. Até porque o eleitor não participa de reunião de bastidor e na campanha eleitoral é sempre levado no bico com falsas promessas e discurso demagogo. O eleitor não decide sucessão interna.  Ele só aparece na equação na época do voto.

   A direita fala em valores, lealdade e compromisso. A esquerda e o centrão também. Mas o que se vê é cálculo político frio, centralização de poder e prioridade à continuidade do grupo, quando não de parentes. Vejam bem, a receita nem sempre é pessoal, mas estrutural. 
    Quando o projeto é manter o controle, pessoas viram peças substituíveis, como aconteceu comigo e mais de um milhão de pessoas que já viveram a realidade da política.

   Em ibiporã dá para citar vários...já retiraram cidadão do hospital para derrubar aliados em convenção.  E não são os adversários que são atingidos, mas os próprios aliados, como ocorreu com a jornalista em questão. Direita declarada, bolsonarista de carteirinha, mas carta descartada.

   Se estivesse num partido de esquerda, seria a mesma coisa. E se a lógica é essa dentro do próprio grupo, fica a pergunta inevitável.
Qual é o espaço do povo nesse modelo? Este ano não deveria ser será apenas uma disputa de nomes. Mas um debate sobre qual tipo de política queremos no Paraná.

   Começando por Ibiporã que não é diferente do que acontece lá.  A sucessão na prefeitura, só acontecerá com a decisão do prefeito (se ainda estiver no cargo até lá) e sua “panelinha”. E arrisco a dizer aqui que deve ser a vice a candidata.

   Até porque, sabe que se emplacar pela primeira vez uma mulher na prefeitura (o ibiporanense não vota em mulher e já foi provado), fica mais fácil retomar o poder na sequência. Arregimentar oponentes e tratá-los como aliados é uma forma de engordar a leitoa para comer no natal.

   Quem conhece o prefeito sabe que jamais ele colocaria como candidato alguém que não pode manipular. Ou que não tenha rabo-preso com ele. Faz parte da receita para perpetuar o grupo no cargo. É o poder sem pudor. Nossa política frequentemente mostra que, entre quatro paredes, as diferenças ideológicas desaparecem em benefício da manutenção do poder.

   E se fazem isso com quem estava ao lado, imaginem com quem está do outro lado do balcão. Os demais do grupo de Ratinho Júnior como Guto Silva, Sandro Alex, Beto Preto, Darci Piana e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca ao que tudo indica, vão dançar conforme a música.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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