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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026
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A Foice da Incompetência: O Teatro do Absurdo nos Canteiros de Ibiporã

A matemática da eficiência dessa gestão é impressionante. É preciso um funcionário para segurar a roçadeira e outros dois para segurar um anteparo

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
A Foice da Incompetência: O Teatro do Absurdo nos Canteiros de Ibiporã
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    A administração do prefeito José Maria acaba de criar uma nova modalidade de comédia pastelão em Ibiporã: a caça à tiririca com escudo humano. Quem passa pelas ruas da cidade testemunha uma cena que seria cômica, se não custasse o dinheiro dos nossos impostos. Três servidores públicos são mobilizados para uma missão de "alta relevância": aparar tiriricas em canteiros de paver com roçadeiras costais.
 
   A matemática da eficiência dessa gestão é impressionante. É preciso um funcionário para segurar a roçadeira e outros dois marmanjos segurando um anteparo para evitar que pedras quebrem para-brisas. É o verdadeiro "três para fazer o trabalho de um", enquanto o mato real cresce nos bairros.
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   O mais trágico é saber que a tiririca tem raízes profundas. Cortar as folhas com roçadeira só faz a planta brotar com mais força no dia seguinte. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em jardinagem sabe que essa praga se combate com produtos químicos específicos. O veneno certo seca a raiz e resolve o problema por meses.
 
   Mas a prefeitura prefere o caminho do espetáculo. Prefere gastar combustível, desgastar máquinas e queimar três salários públicos para fingir que está limpando a cidade. O que vemos nos canteiros de Ibiporã não é manutenção urbana. É incompetência gerencial fantasiada de serviço público. Seria a prova de que esta gestão José Maria está perdendo o eixo? Isto explica porque alguns secretários, como de Meio Ambiente estão tirando "o time de campo"?  Prefere enxugar o gelo com três pessoas do que usar a cabeça para resolver o problema de verdade. Vai ver...são os neurônios cansados de processar administração pública ao longo de décadas. 
 
    Mas isso, Sigmund Freud com certeza decifraria esse enigma da psique política burocrática. O pai da psicanálise não hesitaria: a questão não é neurológica, é puramente psicanalítica. Os neurônios entraram em greve. Eles simplesmente se recusam a processar mais um processo administrativo que virou piada!
 
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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