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Palmeiras massacra São Paulo por 4 a 0 e conquista o Paulistão outra vez

Virada épica, comprova porque Palmeiras é o maior da América

Palmeiras massacra São Paulo por 4 a 0 e conquista o Paulistão outra vez
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O Palmeiras conseguiu. Com gols de Danilo, Zé Rafael e dois de Raphael Veiga, o time alviverde venceu o São Paulo por 4 a 0 e reverteu a derrota por 3 a 1 da última quarta (30) para ser o campeão paulista de 2022. Tudo que não conseguiu no primeiro jogo, o Alviverde entregou no Allianz Parque, invertendo papéis com o São Paulo, que anulara o Verdão em sua casa. Se esse título é menor que as duas Libertadores, ou até mesmo que a Recopa conquistadas por essa equipe? Pode ser no papel. Mas os mais de 30 mil torcedores presentes ao estádio —até mesmo atrás de um palco de shows, vendo por um telão, sem visão do campo— deixam claro o valor dessa conquista.  Essa é o 24º título estadual do Palmeiras, que abre distância do São Paulo, o terceiro, com 22. É também a quinta conquisto do técnico Abel Ferreira com o Palmeiras em um ano e cinco meses de trabalho. Marca impressionante.

O melhor: Dudu foi o nome do título

Tudo que ficou devendo na primeira partida, Dudu entregou com sobras no segundo jogo da final do Campeonato Paulista, neste domingo (3). E quando Dudu joga bem, o time inteiro do Palmeiras joga melhor também. Tendo a ajuda de Danilo e Veiga, que também brilharam, o camisa 7 foi o principal responsável pelo resultado.

Cronologia do jogo

O Palmeiras foi o dono do jogo durante todo o primeiro tempo. Precisando de dois gols para tirar a vantagem do rival, a equipe de Abel Ferreira chegou a ter quase 70% de posse de bola na etapa inicial. O ímpeto alviverde contrastava com a postura são-paulina, que tentava ganhar tempo e segurar os primeiros minutos de pressão. Não deu certo. Aos 21 minutos, Danilo apareceu entre Diego Costa e Welington para aproveitar cruzamento de Marcos Rocha e abrir o placar.

Apenas seis minutos depois, a vantagem do São Paulo foi embora.

Raphael Veiga recebeu na esquerda e cruzou para a área, mas Léo rebateu. Na sequência, Zé Rafael dominou e chutou para fazer 2 a 0 para o Palmeiras. O árbitro Raphael Claus chegou ao ir ao VAR analisar uma falta de Danilo em Calleri, mas confirmou o gol alviverde. O São Paulo voltou para o segundo tempo tentando criar jogadas, mas em dois minutos sofreu outro gol. Em contra-ataque rápido, Dudu deixou Léo para trás e dificultou a vida de Diego Costa com mudanças rápidas de direção. Na sequência, cruzou rasteiro e Raphael Veiga apareceu para fazer o 3 a 0.  O jogo caminhava para um final em que o São Paulo pouco conseguia incomodar. E, aos 35 minutos, o Palmeiras resolveu a partida. Arboleda tentou sair jogando com Igor Gomes, que foi desarmado por Zé Rafael. O meia rapidamente tocou para Gabriel Veron, que acha Raphael Veiga para fazer o 4 a 0.

Atuações do Palmeiras: velocidade e intensidade à máxima potência

Quem começa o jogo perdendo por dois gols de diferença não tem outra hipótese a não ser dar tudo para reverter o placar. E o Palmeiras fez não apenas isso, mas talvez tenha feito seu jogo mais intenso sob comando de Abel Ferreira. Aperto de saída, construção da saída de bola em quatro, com Weverton participando, pontas e laterais avançados, meias e volantes pisando a área: tudo que era possível, o Palmeiras fez para tentar reverter a derrota do primeiro jogo. Palmeiras é pura intensidade; São Paulo repete escalação, mas não consegue jogar O Palmeiras não tinha escolha, e começou o jogo com toda velocidade, apertando a saída do São Paulo, ocupando o seu campo ofensivo e concluindo muito a gol, após roubar bolas.

Rogério Ceni decidiu levar ao Allianz Parque a mesma equipe que venceu o Corinthians na semifinal e o Palmeiras na final. Dentro de campo, contudo, o que se viu no primeiro tempo foi um São Paulo totalmente diferente. O time intenso da outra final, que anulou o Palmeiras no Morumbi, deu um lugar a uma equipe nervosa, acuada, preocupada em fazer o relógio andar. Foi assim quando Jandrei demorou alguns segundos para, enfim, agarrar uma bola que estava em seus pés nos minutos iniciais.

Claus consulta o VAR e mantém decisão de campo, aos 7

No meio da blitz verde do início do jogo, parecia uma reedição do primeiro jogo, mas ao contrário. Logo aos 7, Danilo chegou batendo e a bola bateu no braço de Eder. O lance seguiu, mas o VAR chamou o árbitro Raphael Claus. Mas Claus manteve sua marcação de campo, e apontou apenas escanteio.  A volta de Danilo para o lugar de Jailson, no Palmeiras, fez muita diferença na dinâmica da partida, confundindo a marcação tricolor, com um elemento mais ofensivo em campo. Pelo lado esquerdo, Welington e Alisson falhavam na tentativa de anular Dudu, algo que funcionou na primeira partida da final e foi fundamental para aquela vitória. Danilo já fez diferença aos 7, quando um chute seu fez o VAR chamar o juiz. Aos 21, ele colocou a bola na rede. Scarpa e Veiga fizeram jogada curta na cobrança de escanteio que permitiu ao primeiro cruzar na medida para Danilo abrir o placar de cabeça após rebote: 1 a 0.

O gol deixou o Palmeiras e o Allianz Parque em ponto de bala. E a pressão intensa não demorou a se transformar no segundo gol, aos 28. Dudu ajeita para Veiga na direita e o meia cruza rasteiro na área. A zaga tricolor afasta parcialmente e a bola sobra para Zé Rafael, que, com calma, pisa e chuta cruzado no canto direito de Jandrei. A bola sai fraquinha, mas muito angulada, pega no pé da trave e cruza a linha. Claus foi chamado pelo VAR para checar possível falta de Danilo em Calleri no início da jogada. Mas, após a consulta ele, mais uma vez, o árbitro decidiu manter a decisão do campo.

Dudu entorta Diego Costa e Raphael Veiga faz o terceiro do Palmeiras.

O Palmeiras começou a segunda etapa do mesmo jeito que terminou a primeira, com extrema intensidade. E em uma jogada pela direita, Dudu começou com um calcanhar para Veiga, na altura da linha do meio de campo. O meia carregou e deu para Dudu na frente. Foram mais ou menos cinco pedaladas para cima de Diego Costa, que ficou torto. O cruzamento de Dudu foi rasteirinho, na primeira trave, e Veiga completou de carrinho. São Paulo passa a ter a bola, mas pouco cria O São Paulo começou a ficar com a bola depois de o Palmeiras ter aberto 3 a 0 no placar. Ainda assim, o time de Rogério Ceni mal conseguiu criar. Preso na marcação adversária, a equipe tricolor tentava subir com triangulações mas aparentava frustração toda vez que um passe não era completado.

Rogério Ceni tentou dar mais movimentação ao time colocando Luciano no lugar de Éder. O camisa 11, xodó da torcida, passou a atuar na linha dos meias, para tentar acelerar a transição da defesa para o ataque. Pouco funcionou. O lance de maior perigo são-paulino terminou em chute por cima de Alisson.

Veiga faz o quarto e encerra a fatura.

Igor Gomes perde a bola para Zé Rafael no campo de defesa e o volante palmeirense toca para Veron. O garoto pifa Veiga dentro da área, que, com frieza, chuta na saída de Jandrei para completar a goleada do Verdão, aos 41 min da segunda etapa.

FONTE/CRÉDITOS: UOL/esportes
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