
Sem dúvida um caso para avaliação do Ministério Público. A Prefeitura de Ibiporã, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, promoveu uma absurda transferência do centro de triagem da Covid-19 para fora do prédio da UPA. Com o aluguel e montagem de estruturas em local inadequado, ocupando o estacionamento o prefeito Zé Maria, demonstra um verdadeiro descaso não só com servidores que padecem com o absurdo calor embaixo das tendas, como os pacientes com problemas respiratórios leves. Neste dias seguidos de chuva, molhava dentro, e não havia condições dignas para o atendimento. Os funcionários apesar de trabalharem em revezamento (porque o calor é insuportável), precisam dividir um pequeno ventilador e um exaustor que não dão conta nas alas adaptadas para cadastro, triagem e espera além de observação.
Uma servidora que pediu para não ser identificada, chegou a sugerir que o centro de triagem fosse transferido para um posto de saúde próximo da UPA e ali fosse centralizado todos os casos.
O prefeito não teria acatado a sugestão e ignorou todo o sistema montado na gestão anterior com a ala de isolamento que oferecia conforto e atendimento digno a população.
A mudança desagradou alguns servidores. “Se nós que somos profissionais da saúde, não estamos nos sentindo bem, imaginem os pacientes, que porventura estejam infectados sendo recebidos nesta situação precária?”, observa a servidora. Ela vai mais além e alerta: “A Covid exige um protocolo diferenciado, com limpeza do ambiente e com alguns critérios que não estão observando. Olhe para este chão (tijolinhos)... como é que as meninas da limpeza vão fazer a desinfecção neste tipo de piso? Dá uma olhada nessa pia...isso é cuidar da saúde da população? Nem os animais na exposição rural recebem um ambiente desses. Vale lembrar que anteriormente, os pacientes com suspeita de Covid, eram encaminhados diretamente para o centro de triagem no interior da UPA, sem permanecer na sala de espera ou recepção. Além das condições de higiene, as alas ofereciam condições dignas aos profissionais e aos pacientes. Embora alguém possa querer justificar que “não se pode colocar no mesmo ambiente uma pessoa com infecção urinária e outro com corona vírus”, muito pior, mantê-la num ambiente em condições precárias. Caso para a Promotoria ver de perto e se manifestar. Quando custa para os cofres públicos o aluguel destas tendas desnecessárias? Até porque, por conta da pandemia, cada prefeito gasta quanto e como quer, sem obrigação de dar satisfação.
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