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Vereador Dieguinho da Furgões, pede informações sobre CISMEPAR e Saúde Municipal

Questionamentos do legislador buscam contribuir com a melhora no atendimento aos pacientes

Vereador Dieguinho da Furgões, pede informações sobre CISMEPAR e Saúde Municipal
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     O vereador Diego Barbosa da Fonseca, o popular Dieguinho da Furgões, encaminhou um requerimento de informações  ao chefe do executivo, buscando obter detalhes sobre atendimento dos pacientes do Município de Ibiporã junto ao Cismepar. O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) reúne 21 prefeituras do norte do estado as quais se utilizam dos serviços ofertados pelo Consórcio em diversas especialidades médicas custeadas com recursos advindos do SUS (Sistema Único de Saúde).
Mensalmente, a instituição faz cerca de 15 mil atendimentos nas mais diversas especialidades e o fator que mais preocupa nessa relação é a demora entre os encaminhamentos e as consultas.
    O vereador relata que “participar do consórcio, passou a ser uma solução para os atendimentos dos cidadãos que necessitam de consultas com especialistas e procedimentos que não estão disponíveis na cidade por falta de profissionais ou estruturas, entretanto os serviços oferecidos possuem regularmente um elevado tempo de espera”. Com a chegada da pandemia do Covid 19, esta situação agravou-se com a suspensão de atendimentos que ocorreu no início de março do ano passado.

“Infelizmente para quem vem sofrendo, e tendo seu quadro clínico agravado com a espera de atendimento, a pandemia não apenas tirou a esperança de uma solução para suas dores e demais consequências, mas, colocou a todos como prováveis vítimas fatais do covid-19. Todos os dias foram noticiados óbitos daqueles que já sofriam com algum tipo de comorbidade e casos e mais casos que de forma equivocada foram classificados como sem urgência para um pronto atendimento. Quem está em estado de sofrimento e dores é que realmente sabe qual é sua urgência”, observa o vereador.
Desta forma, o vereador quer saber como a Secretaria de Saúde de Ibiporã acompanha os encaminhamentos dos cidadãos para atendimento via Cismepar e o que vem sendo elaborado para esta dependência do Consórcio seja efetivamente reduzida. O vereador enumerou quatro questionamentos.
1°-) Após pacientes serem consultados e seus médicos dos postos de saúde recomendarem encaminhamento a um especialista, em quanto tempo é realizado a regulação (encaminhamento de solicitação ao CISMEPAR? 2°-) Aprovado e encaminhada solicitação de atendimento ao CISMEPAR, como é feito o acompanhamento do agendamento de atendimento pelo CISMEPAR e efetivação do atendimento? 
3°-) Quantos cidadãos de Ibiporã atualmente aguardam consultas ou procedimentos, e qual o tempo de espera, tipo de procedimento ou consulta e quantidades por especialidades médicas? 
4°-) Quais ações efetivas foram tomadas ou estão sendo elaboradas para que cidadãos que não são atendidos diretamente pelo município tenham sua dignidade e restabelecimento de sua saúde assegurada?
De posse das respostas do Executivo, o vereador deverá propor algumas ações que possam contribuir 

Vereador Dieguinho da Furgões

O que diz o Cismepar em relação as demoras

    De acordo com a Diretora Executiva do Cismepar, Silvia Karla Azevedo Vieira Andrade em entrevista sobre o assunto à rádio Paiquerê, o Consórcio busca fazer um trabalho integrado com os 21 municípios e suas respectivas secretarias de saúde. “Atendemos no Cismepar mais de 15 mil pacientes mensalmente nas mais diversas especialidades. O que falta para melhorar o serviço, naturalmente é mais investimentos do Sistema Único de Saúde. Somente assim poderemos reduzir o tempo de espera pelas especialidades”, pontuou.
Durante a pandemia, os Cismepar também teve redução no quadro de pessoal, dado a um surto que exigiu afastamento de profissionais. Apesar disso, cerca de 900 pessoas são atendidas diariamente.
A gestora estratégica de planejamento e regulação do Consórcio, Ana Maria da Silva também observou que “existe uma limitação de ordem orçamentária e infelizmente, hoje no Brasil, estamos vivendo um sucateamento do SUS”. Por outro lado, aponta que a população tende a valorizar o medico especialista, mas os atendimentos podem ser feitos por outros profissionais. Existem especialidades que representam uma demanda maior para o atendimento prestado pelo Cismepar que talvez, pudessem ser resolvidos no próprio município. Isto acarreta no aumento de demanda ao atendimento especializado e consequentemente uma maior demora na efetivação das consultas. “Trabalhamos com a equidade, ainda mais para quem precisa mais. Então, se o paciente precisa do especialista, se ele estiver com risco, ele vai chegar ao especialista. Ele não vai ficar numa fila por ordem cronológica”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: Câmara Municipal de Ibiporã/Assessoria de Imprensa/Rádio Paiquerê
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