Polo universitário, o município de Londrina possui muitas universidades, sendo uma estadual, cinco particulares e uma federal, além de três faculdades de Teologia. De acordo com levantamento feito por empresa especializada em eventos universitários, estima-se que são mais de 50 mil graduandos na cidade.
As instituições de ensino recebem alunos de todos os estados do Brasil, e a UEL - Universidade Estadual de Londrina, é a principal delas. Desde do início da pandemia, em março de 2020, as aulas presenciais foram canceladas e as aulas passaram para a modalidade online. O ensino a distância ou EAD não exige que o aluno esteja presente nas salas de aula. Assim, muitos alunos de outras cidades retornaram para suas casas. Os setores que atendem esse público foram diretamente afetados financeiramente. É o que relata a imobiliarista e empresária, Dirce Garcia que administra junto com filho Jorge Dib Abussafi Junior vários condomínios residenciais para estudantes em Londrina através do CAEM- Central de Atendimento ao Estudante e Moradia no campus de Londrina.

Jorge Dib Abussafi Junior, administra o CAEM ao lado da empresária Dirce Garcia
Um dos segmentos que mais sofreram foi o imobiliário. A empresária relata que, no início de 2020, a imobiliária intermediava em torno de 90% das locações. Após a primeira onda da Covid-19, estes números foram caindo, com o retorno dos alunos aos municípios de origem. Com a possibilidade do retorno das aulas presenciais, a expectativa do CAEM é que haja uma retomada do mercado. “A procura é grande todos os anos, e a gente não vence atender toda a comunidade estudantil”, contou a administradora dos imóveis. “Há muito tempo a gente não via uma crise como esta”, afirmou após estar administrando o setor por mais de 25 anos.
Já o jovem Abussafi Junior, mostra-se preocupado com a onda da nova variante do vírus, o que pode causar ainda uma maior demora no retorno das aulas presenciais. "Alguns locatários tem buscado a imobiliária para saber sobre a manutenção de contrato e, para evitar perder a locação, os proprietários dos imóveis têm preferido negociar com os inquilinos", relatou. Nossa reportagem constatou que alguns proprietários de imóveis tem preferido fazer uma redução do aluguel nesse período e, às vezes, é feita a suspensão no período de três a seis meses para, justamente, não perder a locação.
Já nas pensões estudantis, distantes das universidades aumentou-se a oferta de imóveis vagos, os preços de aluguéis na região também caíram. “Imóveis de um quarto, que eram alugados na faixa R$ 550,00, hoje estão sendo alugados por R$ 400,00”, relata outro imobiliarista.
O movimento no comércio de entorno as universidades e faculdades também foi comprometido. Alguns até fecharam as portas pela falta de movimento. Uma livraria e papelaria que tinha loja dentro do campus de uma das universidades está com a unidade fechada desde março 2020 e não vai voltar à operação até o retorno das aulas presenciais. Segundo o vendedor Christian de Freitas Tavares, houve queda de, aproximadamente, 60% das vendas desde do início das aulas EAD.
E, sem os alunos dentro das universidades, as cantinas dos campus também tiveram que fechar. Suely Oliveira Costa é sócia de uma delas e contou à reportagem que fechou a lanchonete no final de abril de 2020 e demitiu os quatro funcionários que atendiam lá, por não ter condição de mantê-los em casa.
Todos os alimentos e móveis foram retirados do local, já que não possui previsão de retorno das atividades. Mesmo tendo outra atividade comercial, o fechamento da unidade impactou muito na receita do negócio. “Na universidade, o fluxo era grande, vendas todos os dias, era uma comercialização que a gente podia contar com ela, que acontecia, diferente do comércio que a gente não sabe quando o cliente vai entrar, se vamos vender ou não”, desabafou a comerciante.
Além dos comerciantes, o setor de eventos sentiu a queda de faturamento. Uma empresa especializada na realização de festas universitárias e formaturas está com as atividades praticamente paralisadas. Segundo Larissa Fernandes, que possui uma empresa de consultoria de eventos, a paralisação das aulas afetam outros segmentos, como os serviços de som, musica, iluminação, fotografia, filmagens e buffet. O CAEM em Londrina, dispõe de várias unidades para locação, com apartamentos que oferecem mobília ou não. Contatos podem ser feitos pelos telefone 43 99941-7820 (WhatsApp) ou 99680 2344 ou ainda pessoalmente na Rua Delaine Negro, 90 - sala 05 - Alto da Colina - Londrina.

O CAEM/Londrina, Telefone 43 99941-7820 (WhatsApp) ou 99680 2344 Rua Delaine Negro, 90 - sala 05 - Alto da Colina

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