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Sabado, 30 de Maio de 2026
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Segurança no Asfalto ou Radar no Bolso? Ibiporã anuncia 20 novos "pardais"

Com foco na Avenida dos Estudantes, o novo cerco eletrônico levanta o antigo debate: a meta é salvar vidas ou inflar os cofres públicos?

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Segurança no Asfalto ou Radar no Bolso? Ibiporã anuncia 20 novos
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    Ibiporã – O cenário das principais avenidas de Ibiporã está prestes a mudar. A prefeitura, por meio do Departamento de Trânsito, confirmou a instalação de 20 novos radares fixos — os populares "pardais" — para monitorar a velocidade dos condutores. A Avenida dos Estudantes, principal artéria da cidade, será o alvo preferencial, recebendo a maior parte dos dispositivos em toda a sua extensão.
 
   Oficialmente, o discurso é o de sempre: "educar" o motorista, reduzir acidentes e garantir a segurança de pedestres e ciclistas. Contudo, para quem circula diariamente pela cidade, a notícia soa mais como uma nova ofensiva da famigerada "indústria da multa".  Toda a cidade está praticamente mapeada por "câmeras de vigilância" que por sua vez, também cumprem papel na "fiscalização de trânsito". 
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A Avenida dos Estudantes no Alvo
    A escolha da Avenida dos Estudantes como epicentro da fiscalização não é por acaso. Trata-se de uma via de fluxo rápido e intenso, onde qualquer distração no velocímetro pode custar caro. A instalação massiva de radares em uma única via levanta o questionamento: haveria uma necessidade técnica tão urgente de tantos pontos de controle, ou a via foi escolhida pelo seu alto potencial arrecadatório?
 
Prevenção ou Arrecadação?
   O limite entre a fiscalização necessária e a punição excessiva é tênue. Críticos da medida argumentam que, em vez de investir em sinalização vertical mais visível, melhor iluminação ou até em campanhas educativas de fôlego, a administração municipal opta pelo caminho mais curto e lucrativo: o monitoramento eletrônico implacável.
    A população questiona se o montante arrecadado com as infrações será integralmente revertido em melhorias reais no asfalto e na mobilidade urbana, ou se servirá apenas para alimentar o sistema administrativo do trânsito que poderia ser melhor efetivo especialmente na fiscalização das centenas de motocicletas irregulares que circulam pela cidade, sem lanternas, escapes adulterados, e os chamados "bambús".
 
O Desafio do Motorista
   A partir da ativação dos equipamentos, o motorista de Ibiporã precisará de atenção redobrada. Se por um lado a medida pode inibir os abusos de velocidade de uma minoria imprudente, por outro, coloca sob vigilância constante o cidadão comum, que agora terá um "vigia eletrônico" a cada poucos metros de sua jornada diária. É o big-brother viário!
   Resta saber se a redução nas estatísticas de acidentes virá acompanhada de transparência na gestão desses recursos. Até lá, o debate continua nas esquinas da cidade: os pardais chegaram para proteger o cidadão ou para "assaltar" o orçamento das famílias?
FONTE/CRÉDITOS: Folha Poprtal/Ely Damasceno
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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