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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Rejeitar o PT é estratégico para Maria Tereza, afirmam analistas

Entretanto a insistência em refugar o apoio da esquerda parece não estar colando na opinião pública

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Rejeitar o PT é estratégico para Maria Tereza, afirmam analistas
Douglas Kuspiosz e Roberto Custódio
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    A decisão da ex-secretária Maria Tereza Paschoal de Moraes, a Professora Maria Tereza (PP), de rejeitar o apoio da educadora Isabel Diniz (PT) no segundo turno das eleições municipais é estratégica para não afastar o eleitorado mais conservador, avaliam analistas políticos.  A progressista enfrenta o deputado estadual Tiago Amaral (PSD), que possui lideranças da direita em torno da sua candidatura.

    Diniz divulgou nota na terça-feira (8) defendendo voto na progressista para “derrotar o bolsonarismo representado pelo candidato Tiago Amaral”. A reação foi imediata e tanto Maria Tereza quanto o prefeito Marcelo Belinati (PP) foram às redes sociais para rechaçar qualquer apoio do PT. A avaliação do professor e analista político Elve Cenci é que a campanha de Amaral poderia explorar o apoio da petista para tentar associar Maria Tereza à esquerda. Assim, a recusa imediata é uma forma de “não dar esse mote de ataques” à candidata do PP.

    “O Tiago tentou alicerçar toda sua a campanha em cima do programa bolsonarista, até da linguagem e da estética, então é tudo o que a equipe de campanha dele gostaria, para colar um carimbo na campanha da Maria Tereza como sendo apoiada pelos esquerdistas”, afirma Cenci.  “Estrategicamente, ela recusou o apoio, exatamente para reafirmar a tese de que ela também é uma candidata de direita”, acrescenta. Em entrevista nesta quarta-feira (9), Maria Tereza ressaltou que a recusa do apoio ocorreu por conta do partido de Isabel Diniz. “O partido não estará comigo”, resumiu.

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‘MENSAGEM POLARIZADA’

    O advogado e cientista político Marcelos Fagundes Curti entende que, como Maria Tereza precisa mais do que dobrar seu desempenho nas urnas, os quase nove mil votos conquistados por Diniz seriam bem-vindos. “O problema foi a forma como esse apoio se deu. A candidata do PT foi muito infeliz quando, ao noticiar em suas redes sociais seu apoio à candidata Maria Tereza, vinculou a esse apoio uma mensagem polarizada. Na referida mensagem de apoio, ela consignou que ‘para derrotar o bolsonarismo, PT deve apoiar Maria Tereza’”, afirma Curti.

 
 
FONTE/CRÉDITOS: Douglas Kuspiosz/Grupo Folha
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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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