A morte de dois suspeitos durante um confronto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR) em Londrina, no Norte do Paraná, segue repercutindo nesta terça-feira (18). Manifestantes bloquearam mais de 20 pontos da cidade como protesto pelas mortes de Kelvin Willian Vieira dos Santos, de 16 anos, e Wender Natan da Costa bento, de 20 anos.
A confusão começou no último sábado (15), quando os jovens foram baleados durante um confronto com agentes do Batalhão de Choque. Segundo a PM, Kelvin e Wender estavam em um carro que era usado em furtos e roubos. Duas armas foram apresentadas que estariam de posse dos jovens que morreram em confronto.
Após as mortes, os moradores da região teriam se revoltado e atacaram agentes, bombeiros e imprensa. Parte das testemunhas foram até a Avenida Brasília e invadiram um ônibus de turismo. Os suspeitos, pelo menos três armados teriam ameaçado o motorista e passageiros, que saíram do veículo. A polícia chegou logo em seguida e conteve o ataque. Os jovens foram sepultados na manhã desta segunda-feira (17), no cemitério Jardim da Saudade.
Kelvin era estudante e segundo familiares, trabalhava em um lava car na cidade. Segundo o portal TN Online, ele estava em uma festa de aniversário junto com Wender antes do confronto acontecer. De acordo com informações apuradas pela RICtv, Wender era proprietário do lava rápido e os dois eram amigos.
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Conforme a RICtv Londrina, as secretarias de educação, saúde, segurança do município, e as companhias de trânsito e urbanização estiveram reunidas com o prefeito Tiago Amaral para decidir o que seria feito. Viaturas de unidades especializadas da PM foram deslocadas de Curitiba até Londrina para dar apoio ao policiamento local. O episódio acabou por reunir os prefeitos de Londrina, Ibiporã e Cambé para uma reunião já que com a onda de protestos, a população destas duas cidades foram afetadas com a falta de transporte coletivos para os trabalhadores que deslocam de seus municípios para trabalhar em Londrina.

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