O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Patrimônio Público de Cornélio Procópio, norte do estado, instaurou Inquérito Civil no último dia 19 para apurar suposta ocorrência de fraude no Pregão Presencial N° 66/2022 promovido pela prefeitura do município. O alvo da investigação estaria contido num dos itens do pregão relativos a compra de bomba de infusão microprocessada com mecanismo de infusão linear.
Este é um equipamento médico utilizado para administrar medicamentos e fluidos de forma precisa e controlada, utilizando um sistema de peristaltismo linear para impulsionar o líquido. Este tipo de bomba é amplamente utilizada em hospitais e unidades de saúde para garantir a segurança e eficácia da terapia de infusão. O custo de uma bomba de infusão microprocessada com mecanismo de infusão linear varia bastante dependendo da marca, modelo e características específicas.
No entanto, em geral, o preço pode variar entre R$ 3.800 e R$ 14.000, ou mais. Alguns modelos, como a Bomba de Infusão MI23, podem custar em torno de R$ 4.019,32. Outras opções, como a Bomba de Infusão Yonah, podem chegar a R$ 6.074,57. A investigação deverá se ater em detalhes tendo visto que é grande o “leque de opções” na oferta e no preço dos produtos, objeto de apuração deste certame denunciado pela empresa Pré Vida Comércio de Equipamentos Ltda. Não há noticias de que a Câmara Municipal do Município tenha conhecimento do fato ou se manifestado à respeito.
Ouvidoria da Câmara recebe denúncias
Denúncias de fraudes em licitação não é novidade em Cornélio Procópio assim como na maioria dos municípios do país. Em recente investigação levantou-se fraudes em Licitações desde 2019 até 2023 segundo consta em (Diário Oficial nº 0341). Outra denúncia protocolada na ouvidoria da Câmara Municipal de Cornélio Procópio em 18 de abril de 2025, refere-se a um suposto acordo em 13 de maio de 2019 que envolveria o ex-prefeito Amin José Hannouche, à ex-Vice prefeita, Angélica Olchaneski e Secretário de Finanças num suposto esquema financeiro envolvendo um escritório de contabilidade de Cambé (Prime Inteligência Contábil) acusado de maquiar contas de uma Holding “fake” com mais de 20 empresas laranjas.
Ainda segundo a denúncia, um conhecido escritório de advocacia criminalista teria sido contratado por mais de R$ 1 milhão de reais para garantir a liberdade dos envolvidos e o arquivamento de documentos que apontam ainda a suposta participação de um promotor público que "ignorava" as denúncias na origem. Até o presente momento não houve nenhuma manifestação do legislativo sobre este fato com Protocolo: 20250418093507 e o status da situação continua pendente. Informações estão na página da ouvidoria do legislativo municipal.

Comentários: