O clima em Brasília é de inquietação. Até o momento Bolsonaro e sua assessoria estão em silêncio total. Na web, os internautas estão apreensivos sobre os motivos que levaram o presidente a não se manifestar ainda sobre o resultado das urnas. Pelo jeito, alguma coisa importante vem por aí.
Esta é a expectativa em Brasília. Certamente em breve, este silêncio será quebrado e os mais de 58 milhões de patriotas que votaram em Bolsonaro saberão quais os próximos passos a seguir. Na tarde de ontem um comboio deixou o Palácio da Alvorada levando além do Presidente, o Ministro da Justiça Anderson Torres, o diretor geral da Policia Rodoviária Federal (PRF) Sidnei Vasques, o diretor geral da Policia Federal (PF), Marcio Nunes de Oliveira para um local incerto. Há muitas especulações e fake news pelas redes sociais, entretanto o clima em Brasília é nebuloso. Uma curiosidade, é que mesmo nos estados do nordeste onde Lula foi "mais votado", não se viu comemoração à exemplo do que ocorreu no primeiro turno. O abuso com destruição e saques ocorreram justamente em ações promovidas pelos "simpatizantes" do presidente eleito o que gerou a revolta de alguns militares do alto escalão. Prevendo o que estava por vir, o general Villas Boas em seu livro, "Conversa com o Comandante" já havia deixado um conteúdo chocante e revelador.

"O que podemos esperar deste governo como oposição? Desmontagem das estruturas produtivas que tão arduamente foram recuperadas, criando uma base capaz de sustentar-se sem depender do governo. A volta do aumento do desemprego, compensado por programas sociais demagógicos. A submissão ao globalíssimo com a consequente perda da identidade nacional. A destruição do civismo, a ridicularizarão do patriotismo e dos símbolos nacionais, a perda do valor da palavra e da vida, a substituição das verdades pelas narrativas, a perda dos pruridos pelo uso da mentira, a disfunção das instituições e o apoio as ditaduras. O pior de tudo isso é a defesa da ideologia de gênero, o apoio ao crime de aborto, o desaparecimento do culto e a honra à Pátria e a Liberdade. A desesperança das pessoas que vestem verde e amarelo", desabafou Villas Boas, que comandou o Impeachmente de Dilma Roussef. E encerra um dos capítulo dizendo: "O Exército julga compartilhar o anseio dos cidadãos de bem que repudiam a impunidade". Uma coisa é certa; a eleição acabou, mas o processo político ainda não!
Lula em seu discurso ai invés de tentar pacificar a Nação, foi irônico e provocativo. Da análise dialética de seu texto lido, se extrai rancor, ânimo de perseguição, de imposição de suas ideias ideológicas na marra e ofensa a seus adversários chamados na lata de fascistas. Trata mais de 57 milhões de brasileiros como meras minorias.
Lula não mudo nada. A cadeia não lhe serviu de refúgio para repensar a sorte. Promete a ilusão da picanha fácil sobretudo para sua base de apoio popular com promessas de um paraíso como se o maná, caísse do céu. Não nos iludamos, o cenário é de quem vai querer governar com sangue nos olhos e com a força de quem deseja vingança. Vai encontrar um parlamento com forte formação ideológica de centro-direita, mas tem ao seu lado o ativismo escancarado de seus companheiros militantes ideológicos e partidários do STF. Caso nenhuma providência seja tomada, teremos pela frente dias difíceis. Uma tragédia já anunciada que começou no dia de ontem com a corrida desenfreada aos postos de combustíveis e aos supermercados. Uma coisa é certa, as forças de segurança nacional não vão ao baile de meretrizes, vestidos de freiras. E o ministro Alexandre de Morais, não será o imperador eterno mandando e desmandando na Justiça deste país. Tudo tem um início, meio e fim!


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