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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
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Saúde

Prefeitura fecha “barraca da Covid” na UPA após denúncia de insalubridade

Reportagem deste Portal já havia abordado várias vezes a necessidade de mudança urgente

Ely Damasceno
Por Ely Damasceno
Prefeitura fecha “barraca da Covid” na UPA após denúncia de insalubridade
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Prefeitura fecha “barraca da Covid” na UPA após denúncia de insalubridade

Reportagem deste Portal já havia abordado várias vezes a necessidade de mudança urgente

     A Secretaria de Saúde não confirma, mas é fato verídico que a mudança do setor de triagem do Covid 19 na barraca da UPA, não oferecia condições ideais condizentes com a boa prática da saúde. Um local local sujo e insalubre, onde o cidadão com suspeita de Covid, morria de calor, ou virava pinguim neste dias de intenso frio. A reportagem deste Portal, por várias vezes denunciou as condições  precárias de atendimento à população naquele local, onde até mesmo alguns servidores eram impedidos de se manifestarem.
Também não há informação oficial (ainda) se a mudança do setor se deu por recomendação judicial, (até porque, saúde pública é coisa para o Ministério Público estar alerta), ou se pela necessidade urgente de início de reforma do prédio da UPA, que já oferece riscos, já denunciado pelo vereador Rafael da Farmácia. 


    Foto: Pátio da UPA sem as barracas: Redes Sociais/Domínio Público/Autor desconhecido

     No entanto, a informação sobre a retirada das tendas foi utilizada de má fé, (por leiteiros do prefeito) nas redes sociais numa alusão de que a saúde em Ibiporã está vencendo a pandemia, graças a gestão aplicada na vacinação. Na prática não é isso que se vê. Bastou a população tentar hoje o cadastro de vacinação para 30 anos, e o modelo descambou mais para “indigestão”. Uma desculpa difícil de ingerir.  
     Há quem diga que pode levar ainda até cinco dias para “ajustes”. O mais estranho é que alguns cidadãos, vão as redes sociais e afirmam que conseguiram agendar a vacina. Outros não. Há aqueles que também dizem que já foram vacinados, “tomei a Jansen” mas no cadastro da secretaria consta apenas agendamento.   A não ser que haja falhas no sistema de cadastro! Logo, ninguém entende mais nada. 

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    Voltando ao centro de triagem do Covid, a prefeitura se viu obrigada a mudar de local. Mas o fator mais ridículo neste episódio é somente depois de um ano e meio, foi que a Secretaria de Saúde descobriu que era necessário justificar que o local era impróprio?  Será que a decisão partiu mesmo da secretaria, ou tem coisa aí que a imprensa não fica sabendo? 
     Senão vejamos o que reza o texto na Comunicação Interna nº 582/2021 e n° 158/2021 da UPA – Unidade de Pronto Atendimento. “A solicitação visa a reinstalação do Hospital de Campanha para atendimentos aos casos suspeitos de COVID-19, tendo em vista a necessidade de um local bem mais estruturado, sendo imprescindível que o imóvel seja localizado o mais próximo possível da UPA para facilitar o transporte de pacientes mais graves e também a realização de exames, já que a UPA possui toda estrutura de Urgência e Emergência necessária”.

                                     No estacionamento insalubre, condições precárias até para os profissionais de saúde

Este comunicado é para justificar a dispensa de licitação (032/2021), para locação de um imóvel no número 1299 da rua Souza Naves, o qual a prefeitura deverá pagar de aluguel R$ 14 mil reais pelo período de um ano. Então para aquele espertinho que disse que a prefeitura não precisaria mais gastar dinheiro com as tendas, fica aí a informação.  É notório que será um recurso muito melhor empregado, do que o que foi despendido na locação das tendas naquele local inadequado e insalubre.   Qualquer outro local, sem dúvida oferecerá condições mais dignas para os pacientes do que a chamada “tenda do inferno”. Resta saber apenas se o local é adequado, e dentro dos preços de aluguéis praticados no mercado e a quem pertence o imóvel. Gato escaldado tem medo de água fria. Como diz o pastor Samuel Donansan, “Fiscaliza Ibiporã”.

    Nossa reportagem procurou o presidente da Comissão de Saúde na Câmara, vereador Gilson Mensato para comentar sobre a mudança, porém até o fechamento desta edição não recebemos retorno das ligações. Outro fator que também deve ser esclarecido é a falta de comunicação entre o Conselho de Saúde do Município e a respectiva Secretaria.  O clima esquentou desde que chegou uma denúncia ao Ministério Público sobre o corte nos medicamentos os quais já abordamos aqui. O clima de bastidores é feio. Qual seria os motivos que levaram a presidente do Conselho de Saúde a tomar a decisão de deixar o cargo.  Alegar motivos pessoais, não vai colar. Se de fato isto acontecer...as águas que vão rolar, pode transbordar os dois lagos de Ibiporã e deve sobrar para escorrer no Jacutinga.

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Ely Damasceno

Publicado por:

Ely Damasceno

Bacharel em Teologia Theological University of Massachussets USA 1984/1990. Jornalismo pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Repórter Gaz.Esportiva, Diários Associados, Estadão/SP, Jornais Dayle Post, em Boston-USA e Int.Press Hyogo-Japão

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