
É uma boa notícia, aliás maravilhosa. É muita mercadoria por este preço. Ou será que não?
Apesar de não ter os nomes dos produtos especificados, nem os valores de custos de cada um, o montante desprendido de R$ 600 mil reais sugere produtos para muita merenda. Não deverá faltar para ninguém.
A Prefeitura de Ibiporã através do Pregão Eletrônico SRP Nº: 01/2021 – ATA Nº: 38/2021 realizou a chamada pública para a aquisição de hortifrutigranjeiros para a merenda escolar. Notem que pelo número, este foi o primeiro pregão nesta gestão, o que revela que o prefeito José Maria Ferreira está realmente preocupado com a manutenção da merenda escolar, e apagar aquela má impressão que ficou durante a campanha eleitoral.
No ano passado, enquanto candidato e frente da Fundepar, comprou R$ 4 milhões na empresa de um amigo de Ibiporã para atender as escolas do estado. Na oportunidade, chegou a ser denunciado pelo Ministério Público ao Gaeco -Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado por suspeita de fraude e supostamente usar recursos da compra de merenda escolar para proveito em sua campanha. O caso ainda está na Justiça.
Ainda que a legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), determine que 30% do valor destinado à compra de alimentos devem ser gastos com produtos comercializados por produtores da agricultura familiar, a compra em tela neste processo foi feita em um único box do Ceasa que teria apresentado menor preço nos doze itens do lote. O contrato foi assinado no último dia 09 de deve colocar um ponto final na novela da distribuição de merenda para os alunos da rede pública.
Agora que passa a ser de conhecimento público que há merenda com fartura, os pais de alunos devem cobrar da administração o direito dos alunos, estejam eles inscritos no Bolsa Família ou não. A Lei determina que durante a pandemia, todos sejam beneficiados com a merenda, sem distinção. A Secretaria Municipal de Educação que é responsável pelo fornecimento dos alimentos para as escolas municipais além dos Centros de Educação Infantil Municipal (Cemeis), ainda não se manifestou de que forma irá distribuir toda essa carga de alimentos, já que são produtos perecíveis como frutas, legumes e verduras.
Vereador promete "Justiça Social"
Segundo o vereador Dieguinho da Furgões, a distribuição da merenda será feita de maneira justa atendendo realmente as famílias necessitadas. Em conversa informal com nossa reportagem afirmou que, havia muitas famílias que vinham recebendo a merenda, sem realmente necessitar dela. Além das inscritas no Bolsa Família, o vereador disse que uma triagem com a participação da Assistência Social e de servidores da Educação, estariam cadastrando as famílias em situação de “real necessidade” e que nenhuma delas ficaria desassistida. “O que estamos pretendendo com isso, é fazer justiça social, concedendo o benefício a quem realmente necessita”, disse. Alinhado com a opinião do prefeito, e baseado em números que utilizou como justificativa, Dieguinho disse ser impossível a prefeitura atender o número de famílias que foram atendidas no ano passado. Alegou que muitos alunos migraram das escolas particulares para as municipais e isto teria acarretado na impossibilidade de atender a todos. A opinião do vereador não é compactuada com todos os vereadores. A bancada de oposição entende que em parte, falta só vontade política. Dinheiro tem! Quem sabe agora, com R$ 600 mil reais em merenda, a história possa mudar! Apenas um detalhe chamou a atenção. Dentre os nomeados para fiscalizar o contrato, não figura ninguém da Educação. E o que o secretário de cultura tem a ver com compra de merenda? Quem de fato, além do cumprimento do contrato, vai fiscalizar a distribuição deste montante em merenda?

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