Recomendações do COESP em 2021, restringiu-se a Londrina. Após a eleição o Ministério Público não mais se manifestou em Ibiporã
É fato notório a crise sanitária atravessada pelo mundo e, em Ibiporã não é diferente em decorrência da pandemia de COVID-19, causada pelo novo corona vírus. No ano passado, o Ministério da Saúde divulgou uma série de diretrizes para enfrentamento da pandemia, sendo a principal delas o isolamento social. Em seus boletins epidemiológicos e em manifestações oficiais, o órgão federal vinha frisando que as medidas de distanciamento objetivam, principalmente, reduzir a velocidade da transmissão do vírus. Ela não impede a transmissão. No entanto, esperava-se que a transmissão ocorreria de modo controlado em pequenos grupos intradomiciliares. Com isso, o sistema de saúde teria tempo para reforçar a estrutura com equipamentos (respiradores, EPIs e testes laboratoriais) e recursos humanos capacitados (médicos clínicos e intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, bioquímicos, biomédicos, epidemiologistas etc. Mas não foi o que aconteceu. A situação saiu do controle e os números hoje são incertos.
Por outro lado, percebe-se um aparente afrouxamento do Ministério Público em relação à cobranças uma vez que, no ano passado durante a gestão do ex-prefeito, João Toledo Coloniezi, era exigido implementação de tudo o que o COESP (Centro de Operações Emergenciais em Saúde Pública) sugeria. Hoje não temos visto esta mesma preocupação, ao menos desconhecemos porque cessaram-se as notas oficiais neste sentido.
Mas, levando em conta que durante o ano de 2020, até 31 de dezembro, Ibiporã contabilizava 30 mortes atribuída ao corona vírus. Considerando que este período fosse rotulado como “Protocolo A”, e nos meses seguintes de janeiro e fevereiro tivemos 26 mortes aparentemente não contabilizados no “Protocolo A”, conforme deveria. Até porque à partir de 1° de março foi instituído um novo protocolo o qual para título de ilustração, vamos rotulá-lo de “Protocolo B”. Pois bem, com as mudanças propostas pela nova administração municipal (leia-se prefeito e secretaria de saúde) em apenas 40 dias do novo mandato, tivemos 38 mortes, ou seja, quase uma por dia. Portanto 94 mortes até aqui
O curioso é que neste período após a troca de prefeito, nenhuma interferência do COESP foi observada. A última nota técnica do COESP datada de 11/12/2020, restringiu-se só ao ano passado. Será que de lá para cá, a reorganização da estrutura de enfrentamento ao Covid, realizada apelo COESP não precisou ser alterada?
Se é assim, isto significa que as medidas tomadas pelo ex-prefeito eram perfeitas, atendendo as recomendações da Justiça plenamente a ponto de não necessitar de mudanças nem recomendações já que, além dos locais de triagem do Covid nada foi alterado. O que está em vigor é o último Plano Municipal de Orientações Sanitárias sobre o Covid-19 datada de 19 de julho de 2020. Neste prisma podemos chegar a conclusão que se não houvesse eleição e a mesma equipe estivesse mantida, não haveria troca de diretores do UPA, não haveria corte nos medicamentos, a saúde continuaria redondinha com o competente Paulo Roberto Zapparoli e as ações de vacinação aos idosos não estaria nesta balburdia que aí está. Isto sim, bem como o corte de medicamentos, cabe a ação do Ministério Público não só cobrar, mas intervir como sempre satisfatoriamente o fez.
E o número real de mortos? O que vale? O que passa oficialmente pela ACESF ou os boletins da administração municipal como sempre, desatualizados?

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