Londrina, PR – O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou a vereadora de Londrina, Anne Moraes (Avante, ex-PL), por suposta prática de "rachadinha" em seu gabinete na Câmara Municipal. A investigação aponta que a parlamentar teria exigido parte do salário de um ex-assessor para custear despesas pessoais com advogados, prática que, se comprovada, configura crime de concussão.
A denúncia, que ganhou força no início de março de 2026, baseia-se no relato de um ex-assessor, resultando em uma ação civil pública contra a vereadora. O promotor Renato de Lima Castro, da 26ª Promotoria de Justiça, ouviu a parlamentar no dia 13 de março de 2026, oportunidade em que Anne Moraes, conhecida como "Anne da Ada" e ligada à causa animal, preferiu permanecer em silêncio.
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O ex-assessor comissionado, Ivens Alves Barata que fez a denúncia disse à promotoria que a vereadora teria alegado que precisava do dinheiro para pagar o advogado Eduardo Caldeira que a defende em alguns processos particulares. A demissão, segundo a denúncia teria ocorrido pelo fato de Barata não aceitar as condições para continuar no cargo.
Após ser demitido, a vereadora teria nomeado para ao cargo de assessor parlamentar o sobrinho de seu advogado, Marcelo Ryan Caldeira da Silva. Para a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, o ato administrativo de nomeação não atendeu ao interesse público, mas serviu como mecanismo para viabilizar a remuneração do profissional particular por intermédio de recursos públicos.
Histórico de investigações
Este não é o primeiro caso envolvendo a vereadora. Em dezembro de 2024, Anne Moraes foi detida e indiciada após uma operação da Polícia Civil encontrar ossadas de animais enterradas na sede da Associação Defensora dos Animais (ADA), entidade com a qual ela tem forte ligação. Na ocasião, foi presa em flagrante por crimes ambientais e maus-tratos, sendo libertada após pagamento de fiança.
Além das investigações criminais, a vereadora também enfrenta pressão no âmbito político, com denúncias apresentadas à Câmara Municipal de Londrina pedindo a abertura de uma comissão processante, o que poderia levar à cassação do mandato.
Defesa
A vereadora nega as irregularidades. Anteriormente, advogados da parlamentar classificaram as investigações como "perseguição política". O caso sobre a "rachadinha" segue sob apuração do Ministério Público para as devidas ações judiciais. Em nota distribuída a Imprensa, a vereadora disse não ter sido notificada acerca de qualquer denúncia ou procedimento envolvendo seu gabinete.
"Dessa forma, não possuo conhecimento formal dos fatos e não há manifestação a ser feita neste momento. Eventuais esclarecimentos serão prestados oportunamente, após comunicação oficial, pelos meios institucionais", comunicou.
Abaixo, a primeira página da representação do Ministério Público:

FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ministério Pùblico do Paraná

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